Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta terça-feira, 6, após operarem em elevada volatilidade ao longo de todo o pregão. O movimento refletiu a combinação entre a percepção de oferta global abundante e a incerteza dos investidores quanto aos desdobramentos envolvendo a Venezuela, além de sinais recentes de política de preços de grandes produtores.
O petróleo WTI para fevereiro negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em queda de 2,04% (US$ 1,19), a US$ 57,13 o barril. Já o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), caiu 1,72% (US$ 1,06), a US$ 60,70 o barril.
Analistas do ING afirmam que os acontecimentos recentes na Venezuela representam risco adicional de queda para a oferta no curto prazo e ressaltam que qualquer potencial aumento na produção dependerá de investimentos significativos no setor de energia do país.
Na mesma linha, a Pepperstone avaliou que o mercado segue cético quanto a uma recuperação rápida da produção venezuelana, diante do estado precário da infraestrutura energética local e da necessidade de dezenas de bilhões de dólares em investimentos. Para a corretora australiana, qualquer aumento relevante de oferta é uma “história para um horizonte bem mais distante” e não altera, por ora, a perspectiva para o mercado global de petróleo.
Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que há “muito petróleo para explorar” e que isso tende a pressionar os preços da commodity para baixo. Segundo ele, o governo americano deve se reunir com executivos de empresas petrolíferas, em meio a discussões sobre o futuro da produção venezuelana após a deposição de Nicolás Maduro.
Já Charles-Henry Monchau, do Syz Group, destacou que uma eventual mudança de comando político na Venezuela pode beneficiar empresas de serviços petrolíferos e de infraestrutura, como Halliburton e Schlumberger, além de refinadoras como Valero Energy e Phillips 66, caso haja retomada de investimentos no setor.
*Com informações da Dow Jones Newswires