Economia

Petróleo fecha em forte queda; WTI cai mais de 9% após decepção com Opep+

Em uma sessão marcada pela volatilidade, os contratos futuros de petróleo fecharam em forte queda nesta quinta-feira, 9, com o WTI despencando mais de 9%, após notícias de que a teleconferência da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+) produziu um acordo de cortes na produção mais tímido do que o mercado esperava.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio encerrou em queda de 9,28%, a US$ 22,76, depois de ter chegado a atingir máxima intraday de US$ 28,36. Já o Brent para junho caiu 4,11%, a US$ 31,48, na Intercontinental Exchange (ICE).

Desde cedo, as cotações da commodity se mostraram sensíveis às repercussões do encontro da Opep+, que voltou a se reunir para discutir possíveis reduções na produção em meio ao choque na demanda causado pelo coronavírus. Após meses de divergências, que derrubaram os preços, Rússia e Arábia Saudita teriam removido todos os obstáculos que as impediam de fechar um acordo, segundo fontes revelaram à agência Dow Jones Newswires.

No entanto, o otimismo inicial foi dando lugar ao mau humor, à medida que mais detalhes sobre a reunião circulavam no mercado. Ainda de acordo com a Dow Jones, a Organização chegou a um consenso por redução de 10 milhões de barris de por dia (bpd) entre maio e junho, volume que, na avaliação do Commerzbank, pode não ser suficiente para estabilizar o setor.

“No melhor dos casos, os cortes na produção que estão sendo considerados podem aliviar o golpe causado pela queda na demanda. Então, os preços do petróleo enfrentam riscos consideráveis após a conferência de hoje”, destaca o banco, em relatório enviado a clientes.

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Para ajudar a ampliar a diminuição das exportações, a Opep+ estaria exortando a participação de países fora do cartel no acordo, que ficariam responsáveis por cortes de até 5 bilhões de bpd, dizem as fontes. Contudo, não está claro se esses países vão aceitar. “A duração do acordo também é um fator importante, com reduções consideráveis sendo necessárias até o fim do ano, para aliviar o impacto nos estoques”, explica o ING.

Nos Estados Unidos, os efeitos da instabilidade no mercado já se refletem nos dados sobre o setor. Segundo relatório divulgado hoje pela Bakher Hughes, o número de poços e plataformas de petróleo em atividade no país caiu 58 na última semana, a 504. Já o Departamento de Energia divulgou que os estoques de petróleo dos saltaram 15,177 milhões de barris na semana até 3 de abril, a 484,37 milhões de barris.

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