Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta quarta-feira, 12, passando a operar no vermelho pouco antes do fechamento, em um dia marcado pela volatilidade. Investidores monitoraram o declínio abaixo do esperado do volume estocado da commodity nos Estados Unidos, além do relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para entrega em janeiro fechou em baixa de 0,96%, cotado a US$ 51,15 por barril. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do Brent para fevereiro caiu 0,08%, para US$ 60,15.
O Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos EUA informou nesta quarta-feira que os estoques de óleo cru recuaram 1,2 milhão de barris na semana encerrada em 7 de dezembro – uma queda menor do que a projetada por analistas (2,8 milhões de barris), mas que foi acompanhada pelo recuo do volume estocado de gasolina e de destilados. “É mais um desses números que você pode jogar no vagão da oferta”, disse o diretor da divisão de futuros da Mizuho Securities USA, Bob Yawger.
Durante boa parte do dia, os preços do petróleo foram apoiados por uma interrupção na oferta de petróleo na Líbia. A companhia nacional de óleo bruto do país declarou força maior nas exportações do campo de petróleo de El Sharara após um ataque de uma milícia no fim de semana. Cerca de 400 mil barris por dia de petróleo estão fora de circulação, de acordo com especialistas.
Também nesta quarta-feira, a própria Opep divulgou seu relatório mensal sobre o mercado de petróleo e disse que a produção total do cartel sofreu uma pequena redução em novembro, mas destacou que apenas a oferta da Arábia Saudita, maior integrante do grupo, avançou para nível recorde em um momento no qual o grupo se prepara para cortar sua oferta.
O mercado, por sua vez, continua a avaliar se o corte de 1,2 milhão de barris por dia alcançado na semana passada pela Opep e mais dez produtores, liderados pela Rússia, será suficiente para reequilibrar os preços e limpar um excesso de oferta crescente. Os preços de petróleo subiram até 5% com a notícia do acordo na última sexta-feira, mas, desde então, recuaram. “Por mais que os dados dos EUA estejam proporcionando um vento favorável aos preços do petróleo, deve-se notar que eles estão mais ou menos de volta aos níveis de reuniões pré-Opep”, comentou o analista Stephen Brennock, da corretora PVM Oil Associates. Fonte: Dow Jones Newswires.