Os preços do petróleo fecharam em alta, nesta terça-feira (27), impulsionados pela produção ainda limitada na principal jazida petrolífera do Cazaquistão e pela queda do dólar, moeda de referência para as transações com a commodity.
O preço do barril de Brent do mar do Norte para entrega em março fechou em alta de 3,02%, a 67,57 dólares.
Seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate, para entrega no mesmo mês, avançou 2,90%, a 62,39 dólares.
A produção na principal jazida de petróleo do Cazaquistão foi retomada progressivamente na segunda-feira, mais de uma semana depois de um incêndio que paralisou a instalação, anunciou a empresa Tengizchevroil (TCO).
“Mas parece que continuará muito abaixo de sua capacidade normal durante várias semanas mais”, disse à AFP Andy Lipow, da Lipow Oil Associates. O local opera com 50% de sua capacidade, acrescentou.
Analistas estimam que o mercado tenha sido privado de aproximadamente um milhão de barris diários de petróleo cazaque após a interrupção da produção.
O setor petroleiro do Cazaquistão está sob tensão há vários meses devido aos ataques ucranianos contra as infraestruturas russas, das quais Astana depende para exportar seus hidrocarbonetos.
Segundo Lipow, os preços também sobem devido ao enfraquecimento generalizado do dólar, que em uma semana recuou mais de 2% e se situava, nesta terça, em seu nível mais baixo perante o euro em mais de quatro anos.
Como o petróleo é cotado na moeda americana, tecnicamente é mais barato para outros países quando o dólar recua, o que aumenta a demanda.
O mercado também se questiona sobre as consequências na produção de petróleo da grande tempestade de inverno em grande parte dos Estados Unidos no fim de semana.
“As estimativas oficiais das perdas de produção relacionadas com as condições meteorológicas ainda não estão disponíveis”, disse Carsten Fritsch, do Commerzbank.
O frio polar fez dispararem os preços do gás americano devido, em particular, ao forte aumento da demanda.
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