Economia

Petróleo fecha em alta, de olho em riscos à oferta e dado de estoques nos EUA

O petróleo fechou em alta moderada nesta quarta-feira, 25, enquanto o mercado acompanha sinais mistos em relação à oferta global da commodity energética. A queda maior que o esperado nos estoques dos EUA ajudou a sustentar a alta dos contratos.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI com entrega prevista para julho fechou em alta de 0,51% (US$ 0,56), a US$ 110,33, enquanto o do Brent para o mês seguinte avançou 0,43% (US$ 0,43) na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 111,12.


Durante o dia, o mercado focou nas promessas de restrições comerciais dos EUA e União Europeia (UE). Enquanto o bloco pena para conseguir consenso a favor do embargo às importações de petróleo russo por conta da forte oposição da Hungria, a secretária de Energia dos EUA, Jennifer Holm, afirmou que uma interrupção nas exportações do país para frear a alta dos preços não está descartada.

Segundo informação da Associated Press, a Hungria propôs retirar a proposta do embargo da agenda da reunião de cúpula de líderes da UE marcada para a emana que vem.

Apesar dos entraves, a Eurasia ainda crê que um acordo entre o país e o bloco é “provável”, e o governo do presidente húngaro, Viktor Orbán, está negociando para conseguir maiores contrapartidas em troca do apoio ao embargo.

Nos EUA, os estoques da commodity recuaram mais de 1 milhão de barris na semana passada, acima do previsto, enquanto os de gasolina caíram menos que o esperado e os destilados aumentaram além do que apontavam as projeções.

“Liberações de reservas estratégicas continuarão a colocar um piso sob os estoques” nos EUA, comenta a Capital Economics, em relatório a clientes. Já a Oanda prevê um aumento da demanda americana nos próximos meses, apoiada pela chegada do verão no hemisfério norte.

“Em suma, esperamos que o preço do petróleo Brent continue a oscilar entre US$ 100 e US$ 115 por barril no trimestre atual, antes de cair no segundo semestre do ano”, prevê o Commerzbank, ao avaliar que a liberação de reservas de petróleo no Ocidente e o aumento das compras da Índia e da China amortece a perda de oferta de petróleo russo para a Europa.





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