Economia

Petróleo fecha em alta, com perspectiva para demanda elevada sem maior produção

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quinta, 26, em um cenário no qual as perspectivas para a demanda seguem elevadas, especialmente levando em conta a chegada do verão no Hemisfério Norte, afetando a mobilidade, enquanto a produção não é signficativamente elevada. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) deve manter seu acordo atual, sem ceder às pressões para que o grupo aumente sua produção. Neste cenário, a possibilidade de embargo da União Europeia ao petróleo russo segue sendo observada.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI com entrega prevista para julho fechou em alta de 3,41% (US$ 3,76), a US$ 114,09, enquanto o do Brent para o mês seguinte subiu 2,74% (US$ 3,05), na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 114,17.

A Reuters noticiou hoje que Opep deve manter um acordo de produção de petróleo feito no ano passado e aumentar as metas de produção de julho em 432.000 barris por dia, disseram seis fontes, rejeitando pedidos do ocidente de um aumento mais rápido para baixar os preços em alta. Integrantes do grupo sustentam que o mercado de petróleo está equilibrado.

Na visão do TD Securities, o risco de fornecimento de energia continua a aumentar, pois os riscos operacionais drenam a capacidade da Opep de produzir dentro dos limites de seu acordo. A persistente subprodução dos exportadores oscilantes do mercado de petróleo está associada a uma década de subinvestimento, o que aumentou os riscos operacionais particularmente na África Ocidental e na Malásia, aponta.

Para Edward Moya, analista da Oanda, o mercado de petróleo apertado permanece em vigor, dado que o início da temporada de verão mantém uma trajetória descendente para os estoques dos EUA. Enquanto isso, a UE está lutando para conseguir a adesão da Hungria para o apoio unânime necessário para a proibição das importações do petróleo russo. Ainda parece possível que a proibição seja aprovada, mas a Hungria precisará ter termos favoráveis, avalia. Na próxima semana, o tema deverá ser uma das grandes discussões no Conselho Europeu. Na visão de Moya, até que ocorra uma grande atualização sobre a proibição da UE ou a situação de bloqueios pela covid-19 na China, o WTI parece “querer tirar uma soneca” entre US$ 109 e US$ 112.





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