Economia

Petróleo fecha em alta, com otimismo na China, estímulos nos EUA e Saudi Aramco

Uma série de fatores levou os contratos futuros do petróleo a fechar o pregão desta segunda-feira, 10, em alta. Na China, um aumento da inflação em julho gerou otimismo sobre a retomada da economia. Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump assinou um decreto para fornecer mais estímulos fiscais. A petroleira Saudi Aramco, por sua vez, anunciou uma distribuição de dividendos no segundo trimestre do ano.

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Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para setembro avançou 1,74%, a US$ 41,94 o barril. Na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para outubro subiu 1,32%, a US$ 44,99 o barril.

“Os preços do petróleo parecem em melhor forma com o início da nova semana”, afirma o chefe de Pesquisa em Commodities do Commerzbank, Eugen Weinberg, ao comparar o movimento de hoje com o recuo nos preços da commodity energética na sexta-feira, 7.

A tendência de recuperação econômica na China foi reforçada hoje com a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de julho, que subiu 2,7% na comparação anual. O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) recuou 2,4% no mesmo período, mas analistas esperavam uma queda maior.

Nos Estados Unidos, a decisão de Trump de fornecer estímulos à economia por meio de decretos animou os investidores, embora haja contestação sobre a constitucionalidade da medida.

“A expectativa de maior demanda da Arábia Saudita e os cortes voluntários de produção anunciados pelo Iraque também estão tendo um efeito favorável”, comenta Weinberg, do Commerzbank. A petroleira saudita Saudi Aramco anunciou, no final de semana, o pagamento US$ 18,75 bilhões em dividendos no segundo trimestre, apesar de ter sofrido retração de 73,3% no lucro.

As tensões entre Washington e Pequim, porém, ficam no radar. A China anunciou hoje que irá impor sanções a líderes de ONGs e senadores americanos. A decisão vem após os EUA aplicarem sanções a autoridades chinesas, incluindo a chefe do executivo de Hong Kong, Carrie Lam, em reação à lei de segurança nacional imposta pelo país asiático à ex-colônia britânica.

Já o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, foi ao Twitter criticar a prisão de Jimmy Lai, editor do jornal Apple Daily, de Hong Kong, com base na lei de segurança nacional.

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