Economia

Petróleo fecha em alta com expectativas por vacina

Os contratos futuros de petróleo tiveram alta nesta terça-feira, após a abertura da semana com fortíssimos ganhos sustentados pelo otimismo com a economia global. O anúncio da grande eficácia da vacina contra covid-19 da Pfizer em parceria com a BioNTech, segundo resultados preliminares, levou a uma expectativa por uma retomada econômica e alta na demanda. Outros sinais, no entanto, levam a um cenário menos positivo para um aumento de preços, o que conteve as altas.

O petróleo WTI para dezembro fechou em alta de 1,07%, em US$ 41,36 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). O Brent para janeiro subiu 2,85%, a US$ 43,61 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

“O otimismo considerável dos investidores foi, sem dúvida, o principal fator” para os ganhos, apontou o Commerzbank, em referência ao imunizante. A perspectiva de retomada econômica com base nas esperanças de uma vacina eficaz contra a covid-19 alimentou ganhos para diversos ativos. Diversas análises, contudo, pregam cautela quanto ao noticiário.

“Por outro lado, existem poucos fatores nos fundamentos para sustentar uma recuperação mais pronunciada. As importações chinesas de petróleo recuaram em outubro a seu nível mais baixo desde abril”, aponta o Commerzbank. A Arábia Saudita abaixou preços para os envios à Ásia, sinalizando uma menor demanda, completa o banco alemão.

Já a Agência Internacional de Energia (AIE) em relatório divulgado nesta terça, projeta que a demanda global de energia deve encolher 5% neste ano, em virtude das medidas destinadas a desacelerar a propagação da covid-19 que impediram as viagens aéreas, limitaram o crescimento econômico e geraram volatilidade nos preços do petróleo.


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Pelo lado da oferta, há preocupação, “em particular, o fato de que a produção de petróleo da Líbia aumentou para mais de 1 milhão de barris por dia, e provavelmente atingirá 1,3 milhão de barris em breve, deve soar o alarme”, indica o Commerzbank.

A questão já movimenta o acordo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), que inclui a Rússia, que viu nesta terça seu ministro da Energia, Alexander Novak, defender maior cooperação entre os produtores para controlar a oferta.

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