Economia

Petróleo fecha em alta com dólar, projeção para demanda e estoques nos EUA


O petróleo fechou em forte alta nesta quarta-feira, no maior nível em um mês, impulsionado pela melhora nas projeções da Agência Internacional de Energia (AIE) para a demanda da commodity neste ano e por um queda nos estoques semanais em solo americano. Além disso, houve apoio da desvalorização do dólar e da expectativa de retomada da economia dos Estados Unidos.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do WTI com entrega prevista para maio avançou 4,94%, a US$ 63,15, enquanto o do Brent para junho subiu 4,57%, a US$ 66,58, na Intercontinental Exchange (ICE).

De acordo com a AIE, o mercado global de petróleo está em uma trajetória de recuperação. No relatório divulgado hoje, a agência elevou em 250 mil barris por dia (bpd) sua projeção de avanço da demanda global pela commodity em 2021, para 5,7 milhões de bpd. A perspectiva melhor, por sua vez, deu suporte aos preços. Nesta terça-feira, 13, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) também revisou para cima sua estimativa para a demanda de petróleo.

“Apesar das preocupações recentes com as vacinas para covid-19 da AstraZeneca e da J&J, a perspectiva da demanda de petróleo bruto está começando a melhorar, já que alguns países europeus estão caminhando na direção certa para a reabertura da economia”, diz o analista de mercado Edward Moya, da Oanda.

No final da manhã, o Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês) informou que os estoques da commodity recuaram 5,89 milhões de barris, a 492,423 milhões de barris, na semana encerrada em 9 de abril. “Os estoques agora estão no nível mais baixo desde fevereiro, com os estoques da Costa Leste despencando para o menor nível em 30 anos”, afirma Moya, ao explicar por que os preços da commodity aceleraram a alta após a divulgação dos dados.


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Na visão da Capital Economics, a queda nos estoques reforça a perspectiva de que a recuperação econômica “relativamente forte” dos EUA impulsionará a demanda por petróleo, o que ajudaria a compensar uma demanda “mais fraca” na zona do euro e na Índia.

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