Economia

Petróleo fecha em alta, com decisão da Opep+ e perspectivas sobre Ômicron

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta terça-feira, 4, em sessão marcada pela decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) de manter seus planos para aumento da oferta de petróleo em fevereiro. O Brent retomou os US$ 80 em meio ao anúncio de alta de 400 mil barris por dia na produção no próximo mês, algo que já era antecipado, mas no que alguns cogitavam uma decisão surpreendente. Neste quadro, o impacto da variante Ômicron do coronavírus para a demanda segue observado, com sinalizações, até o momento, de pouca influência para a procura.

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Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI com entrega prevista para fevereiro fechou com ganhos de 1,20% (US$ 0,91), a US$ 76,99, enquanto o do Brent março teve alta de 1,29% (US$ 1,02), a US$ 80,00, na Intercontinental Exchange (ICE).

A Opep+ reafirmou seu plano acertado em julho do ano passado, e explicou que o mecanismo de compensação será estendido até junho de 2022. A data representa o prazo final para que países que descumprirem as cotas de oferta compensem o volume excedido. Pelo acordo em vigor, o grupo deve decidir a cada mês se continua com o cronograma de avanço da produção estabelecido. O próximo encontro foi agendado para 2 de fevereiro.

A taxa de cumprimento dos cortes ficou em 117% em dezembro, segundo afirmou hoje o ministro da Energia da Argélia, Mohamed Arkab, publicado pela Reuters. Isso indica que o grupo continua a produzir abaixo das metas combinadas. Arkab também disse que a Ômicron “aparece menos” que mutações anteriores do vírus, mas a velocidade de sua disseminação representa um “grande risco ao funcionamento das economias e, por consequência, para a demanda por petróleo”.

De acordo com a Rystad Energy, dados de transporte em tempo real globalmente sugerem que não houve nenhum impacto significativo na demanda de petróleo até agora como impacto da Ômicron. A apresentação técnica do comitê Opep+ com uma perspectiva menos superavitária para o mercado em 2022 em comparação com sua avaliação no mês passado pode ter impulsionado o petróleo, e os comerciantes parecem estar se apegando às notícias, adicionando os prêmios devidos, segundo a consultoria. Seguindo a decisão, a Capital Economics afirmou que continua a acreditar que, à medida que a Opep+ aumente a produção nos próximos meses e o crescimento da demanda se normalize, os preços ficarão sob pressão, com previsão do Brent a US$ 60 no final de 2022.