Finanças

Petróleo fecha em alta, após recuo no número de poços e plataformas nos EUA

Os contratos de petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira, 30, depois que a Baker Hughes informou que o número de poços e plataformas em atividade nos Estados Unidos registrou a primeira queda em 24 semanas. O dado gerou a expectativa de que possa haver mais reduções na produção do país, o que ajudaria a equilibrar a oferta e a demanda no mercado.

O petróleo WTI para agosto fechou em alta de 2,47%, a US$ 46,04 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e avançou 7,04% na semana. Na ICE, o Brent para agosto, que venceu nesta sexta-feira, fechou com ganhos de 1,12%, a US$ 47,95 o barril, e teve alta de 5,29% na semana, enquanto o Brent para setembro, mais líquido, avançou 2,39%, a US$ 48,77 o barril, e teve alta de 6,48% na semana.

A Baker Hughes informou que o número de poços e plataformas de petróleo em atividade nos EUA caiu 2 na última semana, para 756. Os contratos da commodity já subiam, mas atingiram as máximas na sessão depois do dado, que poderia indicar o início de uma perda de fôlego na produção americana.

Os preços já vinham apoiados após dados do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) da quarta-feira mostrarem uma queda na produção americana na última semana, de 100 mil barris. Alguns no mercado apontaram, porém, que essa queda poderia ser temporária, causada por uma tempestade que passou pelo Golfo do México no período. Para outros analistas, a tendência de crescimento na produção americana pode em breve perder fôlego.

“A sequência de recordes na contagem de poços e plataformas de petróleo terminou”, afirmou Phil Flynn, analista sênior de mercado do Price Futures Group. Gerente de portfólio do fundo InfraCap, Jay Hatfield também avalia que os produtores nos EUA podem em breve reduzir a atividade. Segundo ele, pode ter havido redução na produção diante do fluxo de caixa mais fraco, resultado da queda nos preços do barril. Hatfield acredita que o petróleo pode reagir das mínimas recentes e o WTI ficar perto de US$ 50 o barril mais adiante.

Por outro lado, há ceticismo diante do potencial de aumento na produção da Líbia e da Nigéria, membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) que não fazem parte do acordo para reduzir a oferta. O Société Générale cortou sua projeção de preços para o Brent e o WTI na quinta-feira, com o argumento de que espera crescimento maior na produção desses dois países, bem como dos EUA. Fonte: Dow Jones Newswires.

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