Petróleo fecha em alta após novas ameaças de Trump ao Irã

Os preços do petróleo fecharam em alta nesta segunda-feira (30), ainda impulsionados pelos efeitos da guerra no Oriente Médio e enquanto o presidente americano Donald Trump ameaçava destruir a ilha de Kharg, um ponto nevrálgico da indústria petrolífera iraniana.

Depois de subir até 116,89 dólares no início da sessão, o preço do barril de tipo Brent para entrega em maio avançou 0,19%, a 112,78 dólares.

Seu equivalente americano, o West Texas Intermediate (WTI) para entrega no mesmo mês, subiu 3,25%, a 102,88 dólares. É a primeira vez que o WTI fecha acima dos 100 dólares desde o início da guerra.

“Os acontecimentos geopolíticos continuam a captar a maior parte da atenção” dos mercados, segundo analistas da Briefing.com.

Trump afirmou nesta segunda-feira, em suas redes sociais, que os Estados Unidos mantinham “conversas sérias com um novo regime, mais razoável, para pôr fim” às “operações militares no Irã”.

Mas nessa mesma mensagem também ameaçou Teerã com a destruição completa da ilha de Kharg, onde fica o principal terminal petrolífero iraniano, caso não se chegue em breve a um acordo para reabrir o estratégico Estreito de Ormuz.

A ilha de Kharg responde por aproximadamente 90% das exportações de petróleo bruto do Irã, segundo uma nota do banco americano JP Morgan.

“Se os Estados Unidos lançassem uma invasão terrestre ao Irã” ou “se Teerã intensificasse seus ataques de retaliação contra a infraestrutura energética ou fechasse completamente o estreito, as previsões de um barril a 200 dólares deixariam de ser uma hipótese descabida”, destacou Tamas Vargas, analista da PVM Energy.

As cotações do petróleo subiram mais de 50% desde o início da guerra lançada por Estados Unidos e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro.

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