O petróleo fechou em queda nesta sexta-feira, 3, enquanto investidores continuam a monitorar sinalizações sobre a próxima reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), na semana que vem, e após o painel econômico do cartel recomendar um corte na produção.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para janeiro fechou em queda de 1,02%, para US$ 50,93 por barril, acumulando recuo de 22,01% em relação ao valor registrado no último dia de outubro, quando o contrato mais líquido era de dezembro. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do Brent para fevereiro recuou 0,75%, a US$ 59,46, com queda de 20,77% no mês. O contrato do Brent para janeiro, que vence nesta sexta-feira, caiu 1,34%, a US$ 58,71.
Depois de o ministro de Energia russo, Alexander Novak, afirmar que a Opep e seus aliados estão confortáveis com os atuais níveis dos preços da commodity, o petróleo reduziu as perdas com a recomendação, de acordo com o Wall Street Journal, do painel econômico do cartel, de corte de 1,3 milhão de barris por dia (bpd) para equilibrar o mercado. O grupo aconselha a Opep, mas não tem poder de definir sua política.
Além disso, investidores estão atentos a qualquer sinalização vinda da cúpula do G20, que começou nesta sexta em Buenos Aires, evento do qual participam líderes como o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman.
Para a diretora de comunicações industriais estratégicas da S&P Global Platts, Kathleen Tanzy, a Opep e seus aliados devem optar por um corte na produção entre 1,2 e 1,4 milhão de bpd em relação aos níveis de outubro. Apesar das declarações de Novak e de Putin, que recentemente se afirmou confortável com o barril a cerca de US$ 60, a Rússia deve concordar com a redução, “porque não quer que os preços caiam a US$ 50”, analisa Tanzy.
Em nota a clientes, o Commerzbank destaca que “de acordo com fontes bem informadas, há um consenso da necessidade de redução, ainda que não se tenha chegado a um acordo sobre quanto ou quão rápido a produção deve ser cortada”. A próxima reunião da Opep será no dia 6 de dezembro, em Viena.