Os preços do petróleo fecharam em alta nesta quinta-feira (26), impulsionados por sinais contraditórios do presidente Donald Trump sobre o desfecho da guerra contra o Irã e por temores de perturbações no Mar Vermelho.
O barril da referência americana West Texas Intermediate (WTI), para entrega em maio, fechou com alta de 4,61%, a 94,48 dólares.
O Brent do Mar do Norte, para o mesmo mês, avançou 5,66% na sessão, encerrando a 108,01 dólares por barril, chegando inclusive a tocar os 110 dólares pela primeira vez desde sua queda na segunda-feira.
“O mercado dava sinais de se acalmar, favorecido pelo anúncio de que o Irã estava estudando (o plano americano), mas então o presidente Trump indicou que poderia não fazer concessões”, comentou Phil Flynn, da Price Futures Group. “E os preços voltaram a subir.”
“Hoje li uma notícia dizendo que estou desesperado para fechar um acordo”, disse Donald Trump à margem de uma reunião de seu gabinete na Casa Branca, nesta quinta-feira. “É exatamente o contrário. Não me importa”, afirmou.
Mais cedo, em sua rede social, Trump havia demonstrado certa impaciência ao alertar os líderes iranianos de que “é melhor levar isso a sério rapidamente antes que seja tarde demais”.
Segundo Phil Flynn, o mercado também “ficou nervoso depois que o Irã ameaçou fechar a segunda rota mais importante do mundo” para o fluxo de petróleo.
Uma fonte militar também informou à agência Tasnim que, em caso de uma invasão terrestre, Teerã poderia abrir “uma nova frente” no estreito de Bab el-Mandeb, ponto de acesso ao Mar Vermelho e ao Canal de Suez.
A região já foi alvo de ataques dos rebeldes huthis do Iêmen, aliados do Irã.
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