A Petrobras vai investir R$ 2,8 milhões em um projeto para ampliar o conhecimento sobre a Bacia do Marajó, no Pará. A pesquisa busca compreender os sistemas petrolíferos e áreas potenciais na bacia sedimentar, na confluência dos rios Amazonas e Tocantins, além dos recursos minerais e hídricos. O projeto será executado ao longo de 18 meses pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB).
O Acordo de Cooperação Técnica (ACT) foca na revisão da carta estratigráfica da bacia, que se estende por uma área de 53 mil km?. Além de atualizar dados da área, situada entre as bacias do Amazonas e Parnaíba, o levantamento vai buscar preencher lacunas de informações, principalmente sobre a região de planície que se forma onde as placas tectônicas se separam (rift, ou seja, fenda ou falha).
Além dos pesquisadores do SGB, a execução do projeto contará com a participação de pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Em nota, o diretor-presidente do SGB, Vilmar Medeiros Simões, enfatiza que a cooperação técnica com a Petrobras contribuirá para ampliar o conhecimento sobre o potencial do país, em uma área estratégica em relação aos recursos energéticos.