Petistas pedem anulação de votação para quebrar sigilo de Lulinha na CPMI do INSS

Parlamentares afirmam que o presidente da Comissão não contabilizou votos corretamente

CPMI do INSS
CPMI do INSS foi instalada nesta quarta-feira, 20, e deve colocar governo na alça de mira do Congresso Nacional Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Parlamentares do PT pedem a anulação da votação da CPMI do INSS que aprovou a quebra dos sigilos bancário de Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Lula (PT).

Segundo a bancada, o presidente da Comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), não contabilizou todos os votos de oposição à quebra de sigilo.

O deputado Paulo Pimenta (PT) utilizou as redes sociais para dizer que as ações repetidas contra Fábio Luís — mais conhecido como  “Lulinha” — surgem “apenas para desviar o foco”, já que “nunca apareceu nenhuma prova contra o filho do presidente”.

O deputado Alencar Santana (PT-SP) afirmou que houve um “golpe na CPMI do INSS” e acusou Viana de somar apenas metade votos totais contra a quebra do sigilo. “Ele disse que nós tínhamos apenas sete votos, quando tínhamos 14. Só de deputados eram nove, mais cinco senadores e senadoras.”

Na versão do petista, Damião Feliciano (União), Romero Rodrigues (Podemos), Orlando Silva (PCdoB), Átila Lira (Progressistas), Neto Carletto (Avante), Soraya Thronicke (Podemos), Paulo Pimenta (PT), Cléber Verde (MDB), Jaques Wagner (PT), Tereza Leitão (PT), Randolfe Rodrigues (PT), Rogério Correia (PT), Jussara Lima (PSD) e ele próprio votaram contra a medida, somando 14 votos neste sentido.

Ao ser confrontado pelos deputados, Viana disse que a contagem foi de “sete votos” e o restante dos parlamentares “não participou” da votação, o que poderia explicar a baixa.

O tema gerou confusão e briga generalizada entre base e oposição, de modo que a comissão precisou ser interrompida. Em seguida, governistas se reuniram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na Residência Oficial, pedindo a reversão do resultado.