Petistas consideram Marina favorita a 2ª vaga ao Senado na chapa de Haddad em SP

Com Simone Tebet (MDB) confirmada, parlamentares ouvidos pela IstoÉ veem vantagem de ministra do Meio Ambiente em relação a Márcio França (PSB)

Marina Silva, ministra do Meio Ambiente do governo Lula (PT)
Marina Silva, ministra do Meio Ambiente do governo Lula (PT) Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A tendência do palanque do presidente Lula (PT) em São Paulo é ter a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), e não o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), ocupando a segunda vaga ao Senado na chapa do ministro Fernando Haddad (PT), que será candidato a governador.

Essa é a avaliação de três parlamentares do partido no estado ouvidos pela IstoÉ. Em linhas gerais, os petistas consideram improvável em que as duas candidaturas ao Senado fiquem com o PSB, uma vez que a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), deve se filiar ao partido para concorrer.

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Ex-senadora pelo Mato Grosso do Sul, Tebet declarou na última semana que “aceitou a missão” dada por Lula e será sua candidata em São Paulo, mas a equação ainda depende de uma mudança de legenda, visto que o MDB paulista apoia a reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Sob condição de anonimato, dois parlamentares afirmaram que Marina deve deixar a Rede, onde enfrenta problemas internos, e retornar ao PT — sigla à qual foi filiada até 2009 — para o pleito, garantindo espaço ao partido na disputa pelo Senado. Radicada no Acre, a ministra se elegeu deputada federal por São Paulo na última eleição, quando voltou ao palanque de Lula após anos de afastamento, mas não deve pleitear a Câmara novamente em outubro.

Única das fontes a se identificar, o deputado federal Nilto Tatto (SP) avaliou que a tendência é França ser candidato a vice-governador de Haddad. O pessebista ocupou o cargo entre 2015 e 2018, quando o titular era o atual vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), ainda no PSDB. França assumiu o governo em 2018 e perdeu a reeleição para João Doria (então no PSDB). Em 2022, ficou em segundo lugar na eleição para o Senado — vencida por Marcos Pontes (PL) — em chapa que também teve Haddad concorrendo ao Executivo.

Márcio França (PSB), ministro do Empreendedorismo

Márcio França (PSB), ministro do Empreendedorismo

Datafolha mostrou Tebet, França e Marina em patamar parecido

Alckmin e Haddad lideraram as intenções de voto para o Senado em pesquisa Datafolha divulgada em 11 de março.  O instituto testou dois cenários. Com Haddad e sem Alckmin, o petista liderou com 30%. Em seguida, apareceram Tebet (25%), França (20%), Marina (18%) e Guilherme Boulos (PSOL), com 14%.

Dentre os pré-candidatos da direita, os mais bem posicionados foram os deputados federais Guilherme Derrite (PP), com 14% e Ricardo Salles (Novo), com 13%, seguidos dos deputados federais Paulinho da Força (Solidariedade), com 10%, e Rosana Valle (PL) com 7% – a deputada tem o apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

No outro cenário, sem Haddad, Alckmin liderou com 31%, seguido pelos ministros de Lula: Tebet, com 25%, Marina, com 21%, França, com 20%, e Boulos, com 15%. Depois aparecem Salles e Derrite, ambos com 13%, Paulinho da Força, com 9%, Rosana Valle, com 6%, e Gil Diniz, com 3%.

O levantamento foi realizado de 3 a 5 de março, com 1.608 entrevistas em todo o estado de São Paulo, distribuídas em 71 municípios. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE: BR-06798/2026 e SP-04136/2026.