Tecnologia & Meio ambiente

Pesquisadores brasileiros conseguem eliminar HIV de paciente

SÃO PAULO, 08 JUL (ANSA) – Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) apresentaram nesta terça-feira (07) os resultados de um estudo global sobre o HIV e anunciaram a cura de um homem de 34 anos da doença apenas com o uso de medicação.   

O feito foi anunciado durante a 23ª Conferência Internacional de Aids, o maior evento do tipo do mundo, e detalhou a descoberta brasileira. O homem de 34 anos se infectou com o vírus que causa a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids) em 2012 e seguiu com o tratamento com o coquetel de medicamentos tradicional.   

Em 2015, a participar da pesquisa que contou com 30 pessoas, o grupo em que ele estava (eram seis pessoas no total) começou a tomar outras duas drogas – maraviroc e dolutegravir – e “duas substâncias que potencializam o efeito dos medicamentos: a nicotinamida, uma das duas formas da vitamina B3; e a auranofina, um antirreumático […] que deixou de ser utilizado há muitos anos para tratar a artrite e outras doenças reumatológicas”.   

Além disso, todos mantiveram o uso do coquetel tradicional. Segundo a Unifesp, a maraviroc é uma substância “que força o vírus a aparecer”, e o dolutegravir é a droga mais forte atualmente disponível no mercado. Já a nicotinamida “mostrou ser capaz de impedir que o HIV se escondesse nas células” e a auranofina “revelou potencial para encontrar a célula infectada e levá-la ao suicídio”.   

Os especialistas, liderados pelo diretor do Laboratório de Retrovirologia do Departamento de Medicina, o infectologista Ricardo Sobhie Diaz, queriam assim aumentar a capacidade do corpo de combater o vírus. O rapaz passou pelo tratamento por um ano e, há 14 meses não registra mais o HIV.   

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Os outros cinco pacientes que receberam a mesma combinação de drogas do homem que se curou ainda aguardam os resultados.   

“Somente após as análises de sangue e das biópsias do intestino reto desses pacientes vacinados é que partiremos para o desafio final: suspender todos os medicamentos de um deles e acompanhar como seu organismo irá reagir ao longo dos meses ou, até mesmo, dos anos. Caso o tempo nos mostre que o vírus não voltou, aí sim, poderemos falar em cura”, destacou Diaz.   

Esse é o terceiro caso de cura de HIV já registrado no mundo, mas o primeiro a ser atingido sem o transplante de células-tronco ou de medula óssea. (ANSA)

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