Uma pesquisa do instituto Quaest, divulgada nesta quarta-feira (5), aponta uma oscilação positiva do senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pela Presidência da República, acirrando a disputa com o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento mostra a diferença entre os dois principais nomes diminuindo tanto no primeiro quanto no segundo turno.
- A pesquisa Quaest Flávio Bolsonaro indica que o senador do PL reduziu a distância para Lula (PT) na disputa presidencial.
- No primeiro turno, a diferença entre o petista e Flávio Bolsonaro caiu de 12 para nove pontos percentuais, ficando em 39% a 30%.
- Em um eventual segundo turno, a vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro diminuiu de oito para cinco pontos, passando de 45% a 37% para 44% a 39%.
O levantamento detalha que o presidente Lula registra 39% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) marca 30%. Na sondagem anterior, realizada em julho, o petista tinha 40%, e o senador, 28%, oscilações que se mantêm dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Além dos dois líderes, a pesquisa também aponta outros candidatos: Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem com 4% cada. Romeu Zema (Novo) tem 2%. Cabo Daciolo (Mobiliza), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP) registram 1% cada um.
Candidatos com baixa votação e indecisos
Entre os que não pontuaram no levantamento estão Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Leonardo Avalanche (PRTB) e Hertz Dias (PSTU). A parcela de entrevistados indecisos somou 10%, e 8% declararam que não votarão em nenhum candidato.
No cenário de segundo turno, a vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro, embora menor, ainda prevalece. Em julho, o placar era de 45% a 37% para o petista; em agosto, a diferença reduziu para 44% a 39%. O instituto Quaest também mostrou vantagem do presidente em outros cenários de segundo turno: 46% a 34% contra Zema (era 45% a 35% em julho), 45% a 37% (era 45% a 36%) contra Caiado e 45% a 35% contra Santos (era 45% a 33%).
Qual a influência da pacificação familiar nas pesquisas?
A pesquisa indica uma possível consolidação do voto conservador em Flávio Bolsonaro, e os resultados são divulgados na esteira da pacificação do senador com sua madrasta, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Este cenário sugere que a movimentação política interna na família pode ter reverberado nas percepções do eleitorado.
Apesar da melhoria nos resultados da pesquisa, Flávio Bolsonaro continua sendo o candidato mais rejeitado, com 54% (queda de três pontos em relação a julho), seguido de perto por Lula, com 52% (alta de dois pontos).
O levantamento foi realizado pela Genial Investimentos e instituto Quaest, que ouviu 2.004 eleitores entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. (ANSA)
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