Pertences de Brigitte Bardot serão leiloados em Paris

Coleção de 285 itens da atriz, incluindo chapéus, óculos e máquina de escrever, será oferecida ao público em evento beneficente

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Uma série de pertences da icônica atriz francesa Brigitte Bardot, que faleceu em dezembro de 2025 aos 91 anos, será leiloada em Paris no dia 21 de setembro. O evento, promovido pela casa Millon, disponibilizará 285 itens pessoais da estrela, como chapéus, óculos e sua máquina de escrever Olivetti, com a renda destinada à Fundação Brigitte Bardot e a seu filho, Nicolas-Jacques Charrier.

As peças, que variam de 20 a 10 mil euros, estarão em exposição pública e gratuita por uma semana antes do leilão, que reunirá objetos de diferentes momentos da vida da celebridade.

O que aconteceu

  • Pertences de Brigitte Bardot serão leiloados em Paris no dia 21 de setembro, incluindo 285 itens pessoais da atriz.
  • A renda do leilão será destinada à Fundação Brigitte Bardot, dedicada à proteção animal, e a Nicolas-Jacques Charrier, filho da atriz.
  • O evento inclui itens de suas residências em Saint-Tropez e Paris, com destaque para um pôster do filme “E Deus Criou a Mulher”.

A coleção, anunciada pela casa Millon à Agence France-Presse (AFP), inclui peças provenientes de “La Madrague” e “La Garrigue”, as históricas residências de Bardot em Saint-Tropez, além de seu apartamento em Paris.

As estimativas dos lotes variam de 20 a 10 mil euros, enquanto os preços iniciais da maioria dos objetos ficam abaixo de 100 euros.

Segundo Ghyslaine Calmels, diretora-geral da Fundação Brigitte Bardot, os itens selecionados são aqueles pelos quais a atriz tinha um apego especial e que, em suas palavras, representam uma espécie de “segunda vida”.

Quais os itens de destaque do leilão?

Entre os destaques está um pôster do filme “E Deus Criou a Mulher”, mantido em “La Madrague”, com valor estimado entre 100 e 200 euros. Lançada em 1956 e dirigida por Roger Vadim, a produção ajudou a transformar Bardot em um dos maiores símbolos do cinema francês e internacional.

O catálogo também apresenta um autorretrato de Bardot, feito a lápis e carvão e até então desconhecido, avaliado em cerca de 300 euros. Outro desenho, assinado pela própria atriz, retrata seu ex-companheiro Roger Vadim e tem lance inicial de 80 euros.

Uma pulseira de ouro com pingentes, usada por Bardot durante seu casamento com o ator Jacques Charrier, tem estimativa de até 1,2 mil euros.

Entre os objetos mais pessoais estão ainda a máquina de escrever Olivetti utilizada pela atriz na redação de sua autobiografia, um par de botas vermelhas pelo qual tinha grande afeição e a mesa de trabalho onde costumava responder à correspondência.

A carreira e o legado de Brigitte Bardot

Bardot morreu em 28 de dezembro de 2025, após enfrentar sérios problemas de saúde. Ela chegou, inclusive, a ser submetida a uma cirurgia como parte do tratamento de uma doença grave.

Nascida em 28 de setembro de 1934, em Paris, Bardot foi criada em uma família católica tradicional e abastada. Casou-se quatro vezes e teve um filho, Nicolas, com seu segundo marido, o ator Jacques Charrier.

Após alguns papéis pequenos no cinema, ela participou, ao lado de Kirk Douglas, do filme americano “Mais Forte que a Morte”, exibido no Festival de Cannes em 1953. No entanto, a fama mundial veio em 1956, com “E Deus Criou a Mulher”, dirigido por Roger Vadim e estrelado por Bardot, Curd Jürgens e Jean-Louis Trintignant.

Aos 39 anos, ela renunciou à carreira no cinema após atuar em mais de 50 filmes para se dedicar à defesa de animais abandonados. Na época, afirmou estar “cansada de ser bonita todos os dias”. Em 1986, criou a Fundação Brigitte Bardot para atuar na proteção animal.