‘Periquito patriota’: Luciano Hang processa ator Tuca Andrada

A ação teve como motivação uma publicação do artista nas redes sociais sobre o caso do incêndio a uma estátua da Havan em Petrolina (PE)

REUTERS/Ueslei Marcelino
Luciano Hang, da Havan Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino

O empresário Luciano Hang, proprietário da rede de lojas Havan, ingressou com uma ação judicial contra o ator Tuca Andrada, em que solicitou uma indenização de R$ 50 mil. O processo, que tramita na 1ª Vara Cível da Comarca de Brusque (SC), baseia-se na alegação de danos morais após o artista referir-se ao empresário como “periquito patriota” em suas redes sociais.

Em setembro de 2025, a estátua da Havan em Petrolina (PE) foi incendiada — caso investigado como dano e incêndio doloso. Na ocasião, Andrada divulgou um vídeo do monumento em chamas com a legenda: “Se essa moda pega, o periquito ‘patriota’ vai ter um prejú… [sic]”.

À época, a rede Havan classificou o incêndio como ato criminoso e defendeu a punição dos responsáveis, afirmando que não toleraria ataques ao patrimônio e aos símbolos da marca.

Ao comentar sobre a ação judicial no Instagram, Hang argumentou que o ator “incentivou que mais pessoas cometam crimes”, reforçando que a internet não é “terra sem lei” e que atitudes como essa não podem ser normalizadas.

Histórico Jurídico

Vale pontuar que o próprio Hang já enfrentou condenações por ofensas. Em 30 de outubro de 2025, o TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) determinou que o empresário pagasse R$ 33 mil ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por publicações feitas entre 2019 e 2020. Embora o pedido de danos morais tenha sido negado em primeira instância por entender que, como figura pública, o petista está sujeito a críticas, o tribunal reformou em nova decisão que o presidente possui direito à proteção da honra.

Além disso, o empresário acumula embates com o Judiciário desde 2020, incluindo bloqueios de perfis no antigo Twitter, Instagram, TikTok e YouTube por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Tais medidas integraram investigações sobre a disseminação de notícias falsas e o compartilhamento de mensagens golpistas em grupos de mensagens. Na época, a defesa de Hang classificou as ordens como “censura” e um ataque à liberdade de expressão.