Pericardite: Especialista fala sobre doença no coração que ex-BBB Eliezer foi diagnosticado

Eliezer explica aumento dos peitos após ser questionado se ‘havia colocado silicone’
Eliezer explicou que tem ginecomastia, um desequilíbrio hormonal que provoca o aumento das mamas Foto: Reprodução/Instagram

Recentemente, o influencer e ex-BBB Eliezer contou durante o programa “Encontro”, da Rede Globo, sobre uma síndrome no coração que descobriu recentemente. De acordo com Eliezer, ele foi diagnosticado com pericardite, que é uma inflamação na membrana que reveste o coração.

O influencer também contou que só resolveu investigar os sintomas por causa de sua namorada, a influencer e também ex-BBB Viih Tube, que está esperando um bebê. ”Eu só fui porque a Vitória falou ‘vamos agora’. Comecei a ter muita dificuldade pra respirar. A gente estava em Nova York, comecei a sentir incômodo na região do peito, acordei com muita dor. Achei que era algum mau jeito. Ela me deu um remédio, e a dor foi passando pelos dias”, explicou.

Mas o que é essa condição que aflige o influencer? Segundo Luiz Guilherme Carneiro Velloso, cardiologista da Rede de Hospitais São Camilo de SP e doutor em cardiologia pela Faculdade de Medicina da USP, a doença é uma inflamação em uma parte específica do coração. “A pericardite é uma inflamação das membranas, que revestem externamente o coração e que são chamadas de pericárdio. O pericárdio é uma estrutura de membranas que tem uma camada externa e outra mais interna; elas envolvem o coração como se fosse uma luva e servem, principalmente, para proteger o órgão do atrito com outras estruturas quando ele se contrai e relaxa. Suas superfícies internas são bem lisas e deslizam suavemente uma sobre a outra. Quando ocorre inflamação desta estrutura, surge o atrito de uma camada com a outra, o que causa dor e um som característico que pode ser auscultado com o estetoscópio pelo médico – o atrito pericárdico. Pode ocorrer também acúmulo de líquidos inflamatórios no espaço entre as membranas – formando o chamado derrame pericárdico” explicou.

Segundo Velloso, a pericardite aguda é uma condição relativamente comum, que na maioria das vezes é causada por infecções virais e costuma ter evolução benigna. Estima-se que ocorra em cerca de 5% dos atendimentos por dor torácica aguda nos Departamentos de Emergência da Europa Ocidental e América do Norte. “É muito comum que estes pacientes cheguem ao hospital pensando que estão tendo um infarto, devido às características e intensidade da dor. Existem outras formas de pericardite, menos comuns, que podem ter evolução mais prolongada (até mesmo crônica) e eventualmente causar diversas complicações mais graves. Por isso, é importante tentar desde o início definir a causa do problema e acompanhar cuidadosamente a resposta do paciente ao tratamento” disse.

A doença pode ser causada por vírus de várias espécies, inclusive os do resfriado comum e o vírus SARS-Cov2, que causa a Covid-19. “Infecções por outros agentes podem também inflamar as membranas em torno do coração, sendo que a tuberculose ainda é uma causa bastante importante em nosso meio. Diversas condições não-infecciosas podem resultar em pericardite, entre elas a invasão por células cancerígenas (pericardite neoplásica) e a inflamação resultante de diversas doenças reumatológicas, como o lúpus eritematoso e a artrite reumatóide”, explanou.

O tratamento pode variar de acordo com a causa da doença .”As pericardites agudas virais ou idiopáticas tem boa resposta aos anti inflamatórios comuns, podendo-se associar a colchicina. Em alguns casos, pode ser necessário usar medicamentos à base de cortisona, por curtos períodos. Pericardites de outras causas terão o tratamento voltado para a doença de base nos casos citados acima, exemplificamos com o tratamento da tuberculose, ou do eventual tumor que invadiu o pericárdio, ou da doença reumatológica que causou a pericardite, e assim por diante”, finaliza.