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“Perdi a cabeça”, se desculpa Rublev após quase atingir funcionário com bolada em Roland Garros

Se o tênis está se caracterizando por algo nos últimos tempos, é por atitudes agressivas cada vez mais frequentes por parte dos tenistas: nesta terça-feira foi a vez do russo Andrey Rublev, que admitiu ter “perdido a cabeça” depois de quase acertar uma bolada em um dos cuidadores das quadras de Roland Garros.

Depois de perder o primeiro set no tie-break contra o sul-coreano Soonwoo Kwon, o número 7 do mundo disparou uma bola contra sua cadeira com tanta força que ela desviou e quase atingiu a cabeça de um dos funcionários que, mostrando bons reflexos, evitou o impacto.


“Naquele momento eu perdi a cabeça e é claro que me arrependo do que fiz. É inaceitável bater na bola do jeito que eu fiz”, explicou o russo, que acabou vencendo a partida por 6-7 (5/7), 6-3, 6-2 e 6-4.

“É melhor bater só com a raquete na cadeira, porque a bola pode atingir alguém”, acrescentou.

“Não é profissional da minha parte e espero nunca mais repetir isso”, concluiu.

Durante esta temporada, o australiano Nick Kyrgios acidentalmente acertou um menino nas arquibancada em uma partida de duplas no Aberto da Austrália e ‘remediou’ a situação dando sua raquete ao garoto.

Mais grave foi o que fez o alemão Alexander Zverev (N.3), que depois de perder uma partida de duplas em Acapulco, bateu várias vezes na cadeira do árbitro da partida com sua raquete e, por isso, acabou sendo expulso do torneio mexicano.

Além de perder os pontos conquistados em Acapulco, a ATP aplicou ao alemão uma multa adicional de 25 mil dólares e uma suspensão de dois meses, mas essas medidas foram suspensas enquanto o alemão não infringir as regras novamente durante um ano.

Novak Djokovic já foi desclassificado do Aberto dos Estados Unidos em 2020 depois de atingir com uma bolada um juiz de linha durante um ataque de raiva.

Depois do que aconteceu com Zverev, o espanhol Rafael Nadal se posicionou a favor de sanções mais sérias por condutas violentas.

“Se não conseguirmos controlar esse tipo de atitude em campo, e outras coisas aconteceram nos últimos meses (…) e criar uma regra ou uma forma de penalizar mais duramente esse tipo de atitude, então nós jogadores nos sentimos cada vez mais fortes (…) E na minha opinião, no esporte temos de ser um exemplo positivo sobretudo para as crianças”, defendeu o espanhol.

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