Edição nº2548 19/10 Ver edições anteriores

Pente fino

Poder
Pente fino

PEDRO LADEIRA / AFP

Os estragos dos governos petistas continuam fazendo efeitos na administração pública. Equipes do Palácio do Planalto estão fazendo inventário de tudo que existe nas instalações ocupadas pela Presidência da República, incluindo a sede do governo, o Jaburu e a Granja do Torto, além da sede regional da PR em São Paulo. No levantamento entra tudo, mesas, cadeiras, computadores, quadros, telefones, peças de decoração, presentes e o que mais couber. Isso ocorre porque na saída de Lula e no final da gestão de Dilma Rousseff muito se falou do sumiço de diversos itens. O Ministério Público Federal quer e receberá cópia do dossiê.

Empresas
Na fila

O governo espera fechar mais um acordo de leniência com uma empreiteira envolvida na Lava Jato até dezembro. O nome será mantido em sigilo até a assinatura do termo de compromisso entre a empresa e a AGU e o Ministério da Transparência. Portanto, as autoridades não admitem que seja a Andrade Gutierrez e que o acerto envolva multa acima de R$ 1 bilhão. Ao menos 11 companhias estão na fila para pagar por mazelas feitas no passado.

Urnas 2018
Rejeição menor

A poucas semanas dos brasileiros voltarem às urnas, “as eleições em 2º turno estão praticamente definidas”, diz o cientista político Ricardo Guedes, do Instituto Sensus, prevendo a vitória do capitão. “A onda anti-PT e pró-Jair Bolsonaro ocorrida no sábado e domingo (6 e 7) foi muito forte, um tipo de revolução pelo voto”. Para Guedes, a rejeição ao presidenciável do PSL deve cair. “O eleitor unta de qualidades o candidato a ser eleito, passando a admirá-lo ao invés de votar por exclusão”, ressalta.

Urnas 2018 1
No limite

“A transferência de votos de Lula para Fernando Haddad foi contemplada”, diz ainda Ricardo Guedes. “Uma coisa é o voto em Lula, outra é a sua capacidade de transferência”. No total do eleitorado, o PT tem 20% de identificação partidária e o ex-presidente transfere 21% dos votos, com Haddad obtendo 29,3% dos votos válidos, o que representa 21,3% do total do eleitorado. “Uma espécie de teto”, encerra a contabilidade política o dirigente do Sensus.

PT
Soltar as rédeas

Se ganhar a disputa para o Planalto, um dos primeiros atos de Fernando Haddad na Presidência da República será propor ao Congresso a revogação da Emenda Constitucional 95, que limitou por 20 anos os gastos públicos. Ela foi promulgada em 2016 e estabeleceu que esse ano, por exemplo, os gastos federais só podem aumentar de acordo com a inflação acumulada do IPCA. A revelação foi feita pelo presidenciável na semana passada, em encontro com deputados e senadores que trabalham por sua eleição.

Congresso
Leito novo

Jefferson Rudy/Agência Senado

Não se sabe se por excesso de ácaro, manchas de urina ou qualquer outro líquido, a direção do Senado acaba de abrir uma licitação para a compra de cama e colchões para as residências oficiais, incluindo a do futuro presidente da Casa. Serão 140 peças. Nos conjuntos de casal exige-se no edital molas individuais ensacadas, tecido bordado e “molejo” adequado para quem pesa até 120kg. Pelo sim, pelo não, fica a sugestão para um bom exame nos produtos que serão descartados. Vai que em alguns apareçam inesperadas surpresas…

Lava Jato
Antes do Natal

Fernando Frazão/Agência Brasil

Tido como um dos principais operadores da Lava Jato, o empresário Adir Assad se prepara para deixar a cadeia e cumprir o chamado regime aberto diferenciado, com restrições de horário e uso de tornozeleira eletrônica. Tinha tanta coisa para contar que o acordo de delação foi firmado com as Forças-Tarefas da Lava Jato em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Em contas mantidas em seis bancos, ele movimentou nada menos que R$ 1,8 bilhão por meio de empresas de fachada e transformou notas frias, emitidas por grandes empreiteiras, em dinheiro para virar propina.

Bolsonaro
Reinaldo versus Geraldo

Ao fim da visita de membros da Frente Parlamentar da Agricultura a Jair Bolsonaro, no Rio de Janeiro, na quarta-feira 10, um vídeo de apoio foi gravado. Nele, o presidenciável agradece ao governador Reinaldo Azambuja (PSDB-MS), que pedirá votos para o candidato em Mato Grosso do Sul. O capitão deseja boa sorte ao tucano. Então, a presidente da Frente, Tereza Cristina (DEM), e o deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS) puxam o coro: “você será o nosso governador, mais uma vez”. O presidente da UDR, Nabhan Garcia emenda: “vai Geraldo”. “Fulminante” foi o olhar de Bolsonaro para o pecuarista.

Mídia
Hora da verdade

A BBC de Londres prepara um amplo documentário sobre o Brasil, envolvendo desde as manifestações de rua de 2013, o impeachment de Dilma Rousseff até as eleições desse ano. A produção irá ao ar somente em janeiro. Duas equipes já entrevistam os principais personagens envolvidos nos fatos, inclusive Michel Temer, figura central no afastamento de sua antecessora. Será que o presidente vai contar tudo?

Estatais
Ficha limpa

Sobre a notícia publicada aqui com relação às empresas subcontratadas pelo consórcio Kerui-Método para as obras do Comperj, a Petrobras esclareceu que não exige o cadastro de fornecedores estrangeiros. A SBW e a Sundyne passaram por avaliações técnicas e atendem inclusive às normas de compliance. O impasse inexistente envolvia o uso de compressores e outros equipamentos nas obras da refinaria em Itaboraí (RJ).

Saúde
Olho vivo

Entidades como a Confederação das Seguradoras e a Associação dos Planos de Saúde querem reativar as funções do Conselho de Saúde Suplementar. Para tanto, há dias, mantiveram um encontro com Michel Temer e o ministro da Saúde, Gilberto Occhi. Em documento aos presidenciáveis também pleitearam isso. Na prática, o CONSU tira autonomia da ANS para definir regras para o setor de medicina em grupo.

CNJ
Justiça lenta

RADsan

De acordo com a última edição da Justiça em Números, publicação do Conselho Nacional de Justiça, de 2015 a 2017, o tempo médio de duração dos processos passou de 26 meses para 33 meses, o que representou um aumento de 27%. Parece que a digitalização das ações, que alcançou 79% dos casos novos recebidos em 2017, não contribuiu para a redução do tempo, o que, infelizmente, afeta a quem recorreu aos tribunais na busca de algum reparo.

São Paulo
Sem herdeiro

Reprodução

Ficou a pé no domingo Guilherme Ribeiro (PRB-SP). Filho de Jesse Ribeiro, o maior amigo de Paulo Maluf, ele se apresentou aos eleitores paulistas como o escolhido pelo deputado cassado para lhe suceder na Câmara dos Deputados. O ex-governador chegou a colocar cartazes do candidato na fachada de sua mansão, nos Jardins. As urnas traduziram a herança em 24.380 votos.


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