Pentágono avalia enviar mais 10 mil soldados ao Oriente Médio

Pentágono avalia enviar mais 10 mil soldados ao Oriente Médio

""Segundo jornal, número adicional pode dar ao presidente americano, Donald Trump, mais opções militares enquanto não há um acordo de paz com Irã. Acompanhe o conflito.
Alemanha acusa Rússia de ajudar o Irã
EUA avaliam mandar mais 10 mil militares ao Oriente Médio
Ministro alemão diz que EUA e Irã planejam encontro no Paquistão
Trump recua de novo e adia ultimato contra Irã
Israel mantém ataques no Líbano, e Hezbollah descarta negociações
Paquistão entrega plano de paz dos EUA ao Irã, que confirma recebimento, mas o considera "excessivo"

Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares e deram início ao atual conflito no Oriente Médio:

Conflito no Oriente Médio pode deixar 363 milhões em insegurança alimentar
O conflito no Oriente Médio pode piorar a situação de insegurança alimentar global em 2026, atingindo 363 milhões de pessoas, informou o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA).

Antes, as projeções da entidade totalizavam 318 milhões em insegurança alimentar em 68 países.

Segundo a agência, a alta nos preços de energia causada pelos confrontos na região tem o maior impacto sobre os preços dos alimentos, deixando países de baixa renda especialmente vulneráveis.

O PMA afirma que as rendas per capita nos países mais pobres ainda não voltaram aos níveis pré-pandemia, e isso num cenário de dificuldades orçamentárias dos governos e pressão inflacionária.

ra (AP)

Guerra desalojou mais de 370 mil crianças no Líbano, afirma Unicef
O conflito entre Israel e o Hezbollah desalojou mais de 370 mil crianças no Líbano nas últimas três semanas — uma média de 19 mil por dia —, alertou nesta sexta-feira (27/3) o representante no Líbano do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Marcoluigi Corsi.

Ataques israelenses intensificados e ordens de evacuação em massa têm provocado um dos maiores e mais rápidos deslocamentos populacionais da história do país, segundo autoridades da ONU.

O conflito foi desencadeado por ataques da milícia xiita libanesa Hezbollah contra Israel em 2 de março. O grupo, classificado como terrorista por diversos países do Ocidente, diz agir em solidariedade ao Irã, que desde o fim de fevereiro vem sendo alvo de uma ofensiva conjunta dos EUA e Israel.

Israel respondeu ao Hezbollah com uma invasão terrestre do sul do Líbano que desde então levou à evacuação de cerca de 15% do território libanês.

Segundo a Unicef, ao menos 121 crianças foram mortas no conflito, e outras 399 ficaram feridas.

ra (Reuters, EFE)

Pentágono avalia enviar mais 10 mil soldados ao Oriente Médio
O Pentágono avalia enviar um adicional de até 10 mil soldados ao Oriente Médio para dar ao presidente americano, Donald Trump, mais opções militares enquanto não há um acordo de paz com o Irã, informou o diário americano Wall Street Journal nesta quinta-feira (26/3).

No mesmo dia, Trump anunciou nas redes sociais que resolveu adiar novamente o bombardeio de usinas de energia iranianas, citando conversas "produtivas" com o regime.

ra (Reuters)

Guerra teria destruído só 1/3 do arsenal de mísseis do Irã
Em um mês de guerra, Israel e EUA teriam logrado destruir apenas um terço do arsenal de mísseis do Irã, informou nesta sexta-feira (27/3) a agência de notícias Reuters, citando cinco fontes anônimas do governo americano.

Embora um terço do estoque de mísseis ainda possa estar disponível para uso, outro terço provavelmente está danificado ou enterrado em túneis — alguns dos quais podem ser recuperados quando os combates pararem —, segundo quatro dessas fontes.

A capacidade de drones de Teerã seria semelhante, com cerca de um terço provavelmente destruído, disse uma fonte.

As estimativas contrastam com falas de Trump, que vem argumentando que os EUA teriam degradado "90%" do arsenal de mísseis do Irã.

Tanto Israel quanto os EUA afirmam querer garantir que o Irã não possa mais ameaçar Israel com mísseis balísticos ou com seu programa nuclear, que o Irã diz ser puramente civil.

Com os danos à região do Golfo aumentando, esses países dizem aos EUA que qualquer acordo deve não apenas encerrar a guerra, mas também limitar permanentemente as capacidades de mísseis e drones do Irã, e garantir que os suprimentos globais de energia nunca mais sejam atacados.

Mais o regime iraniano segue enviado sinais de não estar abatido e continua a lançar ataques aéreos pela região, elevando os preços de energia e tumultuando os mercados financeiros.

ra (Reuters)

Alemanha acusa Rússia de ajudar o Irã a identificar alvos
Em declarações à imprensa durante uma reunião do grupo dos países do G7 na França, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, acusou a Rússia de ajudar o Irã a identificar potenciais alvos de ataques.

Ele também afirmou que o presidente Vladimir Putin esperava usar a guerra com o Irã como uma distração para seus ataques à Ucrânia. "Putin espera cinicamente que a escalada no Oriente Médio desvie nossa atenção de seus crimes", disse Wadephul, se referindo as ações russas no território ucraniano.

"Esse cálculo não pode ter sucesso. Vemos claramente o quão intimamente os dois conflitos estão interligados. A Rússia está evidentemente apoiando o Irã com informações sobre potenciais alvos", acrescentou o ministro.

Wadephul também disse ter conversado com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, a quem explicitou a disposição da Alemanha em desempenhar um papel no Estreito de Ormuz tão logo terminem as hostilidades.

rc/md (DW)

Cruz Vermelha: mais de 1.900 mortos e pelo menos 20 mil feridos no Irã
Segundo a Cruz Vermelha, mais de 1.900 pessoas morreram no Irã desde o início dos ataques de EUA e Israel, em 28 de fevereiro. Pelo menos 20 mil pessoas ficaram feridas, informa a Cruz Vermelha, citando informações do Crescente Vermelho Iraniano.

Dezessete centros do Crescente Vermelho foram atingidos e quase 100 ambulâncias foram danificadas ou destruídas, 289 instalações farmacêuticas, médicas e de saúde foram danificadas. Cerca de 600 escolas e outras instituições de ensino também foram afetadas.

A Cruz Vermelha pede à comunidade internacional que apoie seus esforços de ajuda humanitária no Irã.

md (DPA, ots)

Ministro alemão diz que Irã e EUA preparam reunião no Paquistão
O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, afirmou nesta sexta-feira (27/03) que Estados Unidos e o Irã preparam uma reunião no Paquistão.

"Segundo as informações que tenho, já houve contatos indiretos e agora eles estão se preparando para um encontro direto. Aparentemente, isso acontecerá em breve no Paquistão e com pouco aviso prévio. E é uma boa notícia que essas conversas possam ocorrer", disse Wadephul à rádio alemã Deutschlandfunk.

Ele especificou que aparentemente já houve uma troca de posições iniciais por escrito, por meio de intermediários, e que, em todo caso, espera que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, forneça mais detalhes aos seus homólogos do G7 em sua reunião na França nesta sexta-feira.

Ele acrescentou que também é inútil discutir muito sobre isso publicamente; o crucial é que as partes em conflito conversem entre si e, a esse respeito, falou sobre "primeiros sinais de esperança e otimismo".

"E vejo isso como um sinal positivo, num mundo, numa era, em que, objetivamente falando, temos simplesmente mais uma guerra, além daquela na Ucrânia", e o objetivo e o interesse das sete nações mais industrializadas que se reúnem nesta sexta-feira na França é precisamente pôr fim a esses conflitos, acrescentou.

Ele acrescentou que o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã e o fato de desconsiderar completamente o direito internacional e envolver "infamemente" terceiros Estados não relacionados ao conflito, "demonstra a natureza desse regime" com o qual é realmente "muito difícil negociar seriamente".

Ele enfatizou o interesse comum dos Estados Unidos e de Israel em manter uma posição firme nas negociações com o Irã.

O Irã "terá que contar com a união do Ocidente, com o fato de compartilharmos os mesmos interesses que os Estados Unidos, e espero que aqueles que estão negociando em nome do Irã levem isso em consideração em seus cálculos", disse ele.

md (EFE, ots)

Trump recua mais uma vez e adia ultimato por 10 dias
O presidente Donald Trump publicou uma mensagem nesta quinta-feira (26/03) anunciando uma nova prorrogação da suspensão dos ataques a usinas de energia iranianas caso o Irã não reabrisse o estreito de Ormuz.

Inicialmente, o presidente dos EUA havia ameaçado no sábado (21/03) lançar o ataque em 48 horas. Na segunda-feira (23/03), ele adiou por mais cinco dias, até sábado (28/03). Agora, Trump fala em um prazo até 6 de abril.

"A pedido do governo iraniano, que esta declaração sirva para informar que estou prorrogando o período de suspensão da destruição de usinas de energia por 10 dias, até segunda-feira, 6 de abril de 2026, às 20h, horário da Costa Leste. As negociações estão em andamento e, apesar das declarações errôneas em contrário da mídia de notícias falsas e de outros, elas estão indo muito bem. Obrigado pela atenção a este assunto!", escreveu Trump.

O primeiro recuo de Trump ocorreu após alertas de aliados do Golfo de que os ataques a instalações de energia no Irã poderiam levar o regime a retaliar contra alvos semelhantes de outros países, provocando caos na região e uma escalada ainda maior nos preços de petróleo e gás. Paralelamente, Trump anunciou negociações com o Irã, mas o regime nega publicamente estar travando conversas com a Casa Branca.

jps (ots)

Irã sinaliza que pode permitir que navios mercantes espanhóis passem pelo estreito de Ormuz
A embaixada iraniana na Espanha afirmou nesta quinta-feira (26/03) que o regime de Teerã estaria receptivo a qualquer pedido de Madri relacionado ao Estreito de Ormuz, sinalizando que navios do país europeu podem ter permissão de passar pela rota, numa primeira concessão desse tipo oferecida a um Estado da União Europeia.

A Espanha possui uma frota mercante relativamente pequena, mas foi um dos primeiros países a condenar os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, denunciando a guerra como imprudente e ilegal. A Espanha também negou que os EUA usassem suas bases no país para lançar ataques ao Irã.

Na sua declaração, a embaixada deu a entender que a posição espanhola no conflito pode ser recompensada.

“O Irã considera a Espanha um país comprometido com o direito internacional, portanto, demonstra receptividade a qualquer pedido vindo de Madri. #EstreitodeOrmuz", dizia a publicação da embaixada iraniana no Facebook.

A publicação segue uma nota vista enviada às Nações Unidas pelo Ministério das Relações Exteriores do Irã, que afirmava que "embarcações não hostis" poderiam transitar pelo estreito se coordenassem com as autoridades iranianas.

A guerra contra o Irã praticamente paralisou os embarques de cerca de um quinto do petróleo e gás natural liquefeito do mundo que passam pelo estreito, causando interrupções no fornecimento de petróleo.

Um petroleiro tailandês passou pelo estreito em segurança após coordenação diplomática entre a Tailândia e o Irã, e o primeiro-ministro da Malásia disse na quinta-feira que embarcações malaias também estavam sendo autorizadas a passar, em um sinal de que as restrições estavam sendo flexibilizadas para alguns países após negociações diplomáticas.

Jps (Reuters)

Alemanha aprova lei para conter alta dos combustíveis
O Parlamento alemão, aprovou nesta quinta-feira (26/03) um projeto de lei urgente para tentar conter a disparada nos preços dos combustíveis em meio à guerra no Irã.

A lei, que visa coibir abusos, permite aos operadores de postos de gasolina ou combustíveis fazer apenas um aumento de preço por dia. Não haverá limite para quantas vezes eles poderão reduzir o preço.

A medida não limita quanto os postos de combustível podem cobrar, nem vincula seus ajustes às variações nos preços do petróleo; ela apenas impede mudanças repetidas ao longo do dia.

O texto ainda precisa da aprovação da câmara alta, o Bundesrat, que deve fazê-lo nesta sexta-feira.

Multa de até 100 mil euros

A lei é uma tentativa de responder ao que a Agência Federal de Cartéis – órgão que zela pela livre concorrência no mercado, equivalente ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no Brasil – descreveu como o fenômeno "foguete e pena": quando os postos reagem à alta do preço do petróleo como um foguete decolando, mas respondem à queda dos preços como uma pena flutuando lentamente até o chão.

Empresas que descumprirem a regra poderão enfrentar multas de até 100 mil euros (cerca de R$ 6 mil).

Segundo o clube de motoristas ADAC, o custo médio de um litro de diesel em todo o país ultrapassou 2,28 euros (R$ 13,77) nesta quinta-feira, enquanto a variante mais barata de gasolina estava em 2,07 euros por litro (R$ 12,50).

Há um mês, antes dos ataques ao Irã, ambos os preços estavam abaixo de 1,80 por litro (R$ 10,87).

ra (DW)

Putin compara consequências econômicas da guerra no Irã com a covid-19
O líder da Rússia, Vladimir Putin, comparou nesta quinta-feira (26/03) as consequências da guerra no Irã para a economia mundial com as sequelas deixadas pela pandemia da covid-19, que eclodiu em 2020.

"A verdade é que surgem avaliações de que estas (consequências) podem ser comparadas à epidemia do coronavírus. E lembro que ela desacelerou bruscamente todas as regiões e continentes", disse Putin ao discursar perante a União de Industriais e Empresários da Rússia, em fala transmitida ao vivo pela televisão.

O líder russo alertou que o conflito no Oriente Médio tem um impacto "cada vez mais evidente" na situação econômica e causa "um prejuízo notável à cadeia logística internacional, à produção e aos elos de cooperação".

"No centro do alvo ficaram setores relacionados à extração e processamento de hidrocarbonetos, metais, fertilizantes e muitos outros itens", apontou.

Putin, que classificou como "agressão" os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, admitiu que "por enquanto é difícil prever com exatidão as consequências do conflito no Oriente Médio".

"Parece-me que os envolvidos no conflito também não conseguem prognosticar nada. Para nós, isso é ainda mais complicado", assinalou.

Especialistas consideram que a Rússia está se beneficiando da guerra no Irã, que lhe permitiu aumentar as exportações de petróleo bruto e arrecadar vários bilhões de dólares nesse um mês de combates.

jps (EFE)

Países árabes do Golfo exigem fazer parte de qualquer acordo com o Irã
Os países árabes do golfo Pérsico, ricos em petróleo e gás, exigiram nesta quinta-feira (26/03) participar de "qualquer negociação ou acordo" para o fim da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, enquanto rejeitaram qualquer "plano ou iniciativa para a mudança do mapa do Oriente Médio" após a guerra.

Assim se expressou o secretário-geral da aliança composta pelos seis ricos países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), Jasem al Budaiwi, em entrevista coletiva em Riad, na qual também instou a comunidade internacional a se esforçar para pôr fim aos ataques iranianos contra seus vizinhos árabes e suspender o bloqueio imposto pela Guarda Revolucionária iraniana ao Estreito de Ormuz.

"Insistimos na necessidade de que os países do CCG participem de qualquer negociação ou acordos para solucionar a crise e garantir que as agressões iranianas não se repitam no futuro", disse Budaiwi.

"Ao mesmo tempo, dizemos com clareza e em voz alta que qualquer iniciativa ou plano para mudar o mapa do Oriente Médio após o fim da crise será categoricamente inaceitável", acrescentou.

Sua declaração ocorre em meio a informações sobre os contatos entre Washington e Teerã para tentar pôr fim à guerra iniciada em 28 de fevereiro, na qual — segundo o responsável do CCG — "o Irã lançou mais de 5 mil mísseis e drones contra instalações civis e de energia" de seus vizinhos árabes, "85% de todos os mísseis que lançou" nas últimas quatro semanas.

jps (EFE)

Trump ameaça Irã se regime não acertar termos de acordo: "Seremos o pior pesadelo deles".
O presidente Donald Trump instou nesta quinta-feira (26/03) o Irã a abandonar definitivamente suas ambições nucleares, alertando que os EUA continuarão sua campanha militar caso o país não o fizesse.

"Mas agora eles têm a chance, ou seja, o Irã, de abandonar definitivamente suas ambições nucleares e traçar um novo caminho a seguir", disse Trump durante uma reunião de gabinete na Casa Branca.

"Veremos se eles querem fazer isso. Se não quiserem, seremos o pior pesadelo deles. Enquanto isso, continuaremos a destruí-los, sem impedimentos, sem que nada nos pare."

Ainda na manhã desta quinta-feira, Trump também expressou frustração com o Irã, alertando que o tempo está se esgotando para um acordo e sugerindo que cabe ao Irã sentar-se à mesa de negociações.

jps (ots)

Trump volta a criticar aliados da Otan
O presidente Donald Trump voltou a criticar países-aliados da Otan, que segundo ele não têm prestado apoio aos Estados Unidos e a Israel na guerra contra o Irã.

Trump já havia acusado de “covardia” as nações da Otan, que nunca foram consultadas sobre a guerra, por não terem feito mais para reabrir o Estreito de Ormuz.

“Os países da Otan não fizeram absolutamente nada para ajudar em relação à nação lunática, agora militarmente dizimada, do Irã”, postou ele em sua plataforma Truth Social.

“Os EUA não precisam de nada da Otan, mas ‘nunca esquecerão’ este momento tão importante.”

Após o lançamento da ofensiva, o domínio do Irã sobre o tráfego pelo Estreito de Ormuz, que liga o Golfo ao mar aberto, permitiu que o país bloqueasse navios que considera alinhados com os EUA e Israel.

Jps (DW)

Paquistão confirma mediação na guerra e diz que Irã "delibera" sobre proposta dos EUA
O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, confirmou nesta quinta-feira (26/03) que seu país atua como canal oficial das conversas indiretas entre Estados Unidos e Irã, e que Washington colocou sobre a mesa uma proposta de 15 pontos para pôr fim ao conflito, a qual "está sendo deliberada" por Teerã.

Segundo Dar informou em mensagem em sua conta na rede social X, as mensagens entre ambas as partes estão sendo transmitidas por meio da diplomacia paquistanesa, e países "irmãos" como Turquia e Egito, entre outros, também estão apoiando a iniciativa.

"O Paquistão continua plenamente comprometido em promover a paz e segue realizando esforços para garantir a estabilidade na região", acrescentou.

A confirmação de Islamabad se segue a uma publicação do jornal The New York Times que indica que os Estados Unidos teriam enviado ao Irã, na última terça-feira, uma proposta de 15 pontos para tentar encerrar a guerra, citando funcionários familiarizados com as gestões diplomáticas.

De acordo com o jornal, o plano inclui diretrizes gerais sobre o programa nuclear iraniano, o desenvolvimento de seus mísseis balísticos e a segurança das rotas energéticas, especialmente o Estreito de Ormuz.

Por sua vez, a emissora CNN informou na quarta-feira que a Casa Branca trabalha para organizar uma reunião no próximo fim de semana, no Paquistão, entre o vice-presidente americano, JD Vance, e representantes da república islâmica, o que não foi confirmado por Islamabad.

JPS (EFE)