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Pentágono admite erro em ataque que matou 10 civis em Cabul


WASHINGTON, 17 SET (ANSA) – O Pentágono reconheceu nesta sexta-feira (17) que um ataque de drones dos EUA no Afeganistão em 29 de agosto, para tentar evitar um atentado contra as tropas americanas, foi um erro trágico que matou 10 civis inocentes, incluindo sete crianças.   

A informação foi confirmada pelo general Kenneth McKenzie, chefe do Comando Central dos EUA, que ofereceu as mais profundas condolências às famílias das vítimas.   

Segundo as investigações, o ataque do drone, que tinha como alvo os integrantes do Estado Islâmico de Khorasan (ou Isis-K) resultou na morte de um trabalhador humanitário e de nove de seus familiares, incluindo sete crianças.   

O motorista do veículo foi identificado como Zemari Ahmadi, um colaborador de longa data de um grupo de ajuda liderado pelos Estados Unidos, sem nenhuma ligação com os jihadistas.   

“Nós agora avaliamos que é improvável que o veículo e aqueles que morreram estivessem associados ao Isis-K ou a uma ameaça direta às forças dos EUA”, disse McKenzie sobre o ataque aéreo em uma coletiva de imprensa.   

O inquérito indicou que a carga no porta-malas do Toyota branco que Ahmadi dirigia, provavelmente, era de garrafas de água e que o carro nunca representou qualquer tipo de risco.   

O general americano explicou ainda que o ataque foi realizado “na profunda convicção” de que o Isis-K estava prestes a atacar o aeroporto de Cabul, como havia feito três dias antes, matando mais de 140 pessoas, incluindo 13 militares dos EUA.   

Durante dias após a ofensiva de 29 de agosto, as autoridades americanas afirmavam que o ataque tinha sido conduzido corretamente, apesar da imprensa internacional divulgar denúncias dos familiares das vítimas.   

Uma investigação do jornal “The New York Times”, inclusive, apontou que o carro atingido não continha uma bomba, como tinha sido afirmado.   

A admissão do erro acontece após o Pentágono ter “revisado minuciosamente as conclusões da investigação e a análise de apoio de parceiros”, de acordo com McKenzie.   

“Apresento minhas profundas condolências à família e aos amigos daqueles que foram mortos. Este ataque foi realizado na convicção de que evitaria uma ameaça iminente às nossas forças e aos desabrigados do aeroporto. Mas foi um erro, e peço minhas sinceras desculpas. Como comandante combatente, sou totalmente responsável por este ataque e seu trágico resultado”, declarou o chefe do Comando Central dos EUA.   

De acordo com o general Mark A. Milley, presidente da Junta de Chefes de Estado-Maior, “em um ambiente dinâmico de alta ameaça, os comandantes em campo tinham autoridade apropriada e tinham razoável certeza de que o alvo era válido, mas após uma análise mais profunda pós-ataque, nossa conclusão é que civis inocentes foram mortos”.   

“Esta é uma terrível tragédia de guerra e é de partir o coração e estamos empenhados em ser totalmente transparentes sobre este incidente”, finalizou Milley em comunicado. (ANSA)



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