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Pelo menos 67 mortos em protestos contra primeiro-ministro na Etiópia

Pelo menos 67 mortos em protestos contra primeiro-ministro na Etiópia

Partidários de Jawar Mohammed, do grupo étnico Oromo, se concentram em frente a casa do líder político en Adís Abeba no dia 24 de outubro de 2019 - AFP

A polícia da Etiópia informou nesta sexta-feira (25) que 67 pessoas morreram em confrontos étnicos na região de Oromia durante protestos esta semana contra o primeiro-ministro, Abiy Ahmed, vencedor do prêmio Nobel da Paz deste ano.

“O número total de mortos em Oromia é de 67”, indicou Kefyalew Tefera, chefe da polícia regional. “Cerca de 55 deles faleceram em conflitos entre civis. E o restante foi abatido pelas forças de segurança”, explicou, acrescentando que entre os mortos estão cinco policiais.

Oromia é a terra natal do primeiro-ministro Aiby Ahmed.

Previamente, um funcionário da Anistia Internacional, Fisseha Tekle, informou que a polícia fez disparos contra os manifestantes e que os protestos estavam se transformando em confrontos étnicos e religiosos.

As divisões dentro da região podem enfraquecer o primeiro-ministro nas eleições programadas para maio de 2020.

As manifestações contra o governo são lideradas por Jawar Mohammed, um ex-aliado de Abiy, que já desempenhou um papel fundamental no fim do governo do primeiro-ministro anterior.

Seus detratores acusam Jawar Mohammed de alimentar o ódio étnico e querer desestabilizar o segundo país mais populoso da África, com 110 milhões de habitantes.

Abiy Ahmed recebeu o Prêmio Nobel da Paz no início de outubro por seus esforços na reconciliação com a Eritreia e as reformas que pretende realizar para transformar profundamente a Etiópia.