A Polícia Civil da Paraíba segue investigando o assassinato da médica francesa Chantal Etiennette, de 73 anos, encontrada carbonizada dentro de uma mala no bairro de Manaíra, em João Pessoa (PB), na quarta-feira, 11. No dia seguinte, 12, o artesão gaúcho Altamiro Rocha dos Santos, suspeito de ter matado a mulher, foi localizado decapitado e com as mãos e os pés amarrados, no bairro João Agripino.
No caso da morte da médica francesa, as autoridades ainda buscam localizar um homem em situação de rua que teria recebido entorpecentes de Altamiro para ajudar na ocultação do cadáver da companheira.
Já sobre o assassinato do homem, a principal linha de investigação sugere que integrantes de uma facção criminosa executaram o artesão por desaprovarem a atenção policial atraída pelo crime para a localidade.
Cronologia do crime
De acordo com a Polícia Civil, as câmeras de segurança do edifício onde o casal residia, no bairro de Tambaú, permitiram reconstituir a dinâmica do crime:
Sábado, 7: Chantal foi vista pela última vez entrando no apartamento às 18h30;
Segunda-feira, 9: Imagens registram o suspeito comprando álcool com um galão;
Terça-feira, 10: A partir das 22h06, o artesão é filmado transportando o corpo da vítima dentro de uma mala, utilizando um carrinho, tanto no elevador quanto na via pública;
Quarta-feira, 11: Durante a madrugada, Altamiro retorna ao local onde deixou a mala e encontra um homem em situação de rua. O suspeito teria oferecido entorpecentes para que o homem ateasse fogo ao corpo da médica;
- Quinta-feira, 12: Altamiro é encontrado morto no bairro João Agripino.
Quem era Chantal Etiennette
Chantal, médica francesa já aposentada, decidiu se estabelecer em João Pessoa após encerrar a carreira. A polícia ainda não conseguiu estabelecer quando ela chegou ao Brasil nem há quanto tempo vivia na capital paraibana. Ela residia em um apartamento no bairro de Tambaú e contava com uma renda mensal estimada em cerca de R$ 40 mil, oriunda da aposentadoria no exterior.
Segundo as investigações, esse valor também ajudava a custear as despesas do companheiro, que não tinha fonte de renda estável. Os dois se conheceram na orla da cidade, onde Altamiro trabalhava com a venda de artesanato. Durante o período da pandemia, Chantal o acolheu em casa, e a convivência evoluiu para um relacionamento.
De acordo com o G1, o consulado da França no Brasil foi acionado pela Polícia Civil da Paraíba para encontrar a família de Chantal. O corpo da médica francesa está no Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB) e aguarda os familiares para ser liberado.