Paulinho da Força diz que Caiado ‘caiu no conto do vigário’ ao se filiar ao PSD

O presidente nacional do Solidariedade negociava a ida do governador de Goiás para a sigla vislumbrando a disputa presidencial

José Cruz/Agência Brasil
Presidente nacional do Solidariedade, deputado federal Paulinho da Força (SP) Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente nacional do Solidariedade, deputado federal Paulinho da Força (SP), afirmou que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, “desistiu” de concorrer à Presidência e “caiu no conto do vigário” de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD.

A declaração ocorre após Caiado anunciar, em vídeo publicado no Instagram na noite de terça-feira, 27, sua saída do União Brasil para migrar ao PSD. O anúncio foi feito ao lado dos governadores Eduardo Leite (RS) e Ratinho Jr. (PR), ambos também filiados à legenda de Kassab.

Paulinho da Força negociava a ida de Caiado para o Solidariedade com foco na disputa presidencial e demonstrou surpresa com a decisão. “Ele me disse que iríamos conversar e em nenhum momento mencionou a filiação ao PSD; soube pela imprensa. Acho que ele desistiu da candidatura, na medida em que foi para um partido que já tem outros dois nomes muito bem colocados”, afirmou o deputado em entrevista ao colunista Fábio Zanini, da Folha de S.Paulo.

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Para o parlamentar, a saída do União Brasil foi motivada por desentendimentos internos, mas a escolha pelo PSD sinalizaria uma renúncia às pretensões ao Planalto: “Caiado achou melhor ir para outro partido para não ser candidato. Ele caiu no conto do vigário do Kassab”.

Com a reviravolta, o Solidariedade ainda não definiu quem será o seu postulante. Enquanto isso, Paulinho observa que os três governadores do PSD “passam a trabalhar juntos na busca por uma candidatura que traga um projeto de futuro para o país”.

Na concepção do deputado, o movimento de Kassab ao atrair mais um governador é um indício de que o presidente do PSD desistiu de esperar por Tarcísio de Freitas (Republicanos). Recentemente, o governador de São Paulo reafirmou que não disputará a Presidência, mesmo que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fizesse o pedido.

A movimentação também repercutiu em outros partidos. O senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do Progressistas, disse ter ficado surpreso com o movimento de Kassab e Caiado. No entanto, minimizou o impacto da pulverização da direita sobre a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, ressaltando que a migração não altera os planos de sua legenda.