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Patrulhas e prisões em cidade indígena da Guatemala que protesta contra mineradora suíça

Patrulhas e prisões em cidade indígena da Guatemala que protesta contra mineradora suíça

Vista aérea de uma mina de níquel operada pela Compañía Guatemalteca de Niquel - subsidiária do Swiss Solway Investment Group -, no município indígena El Estor, na Guatemala, em 25 de outubro de 2021 - AFP


Quase mil policiais e militares patrulhavam nesta segunda-feira (25) o município indígena de El Estor, no nordeste da Guatemala, com buscas e detenções, em meio ao estado de sítio em vigor após protestos contra uma mineradora suíça.

Na cidade maia q’eqchi’, é comum observar centenas de homens uniformizados caminhar portando rifles, e outros posicionados em locais frequentados por vizinhos da pequena cidade, localizada às margens do lago Izabal, próximo ao Caribe.

César Mateo, porta-voz da polícia, explicou que no início do estado de sítio, em conjunto com o Ministério Público, eles realizaram cinco buscas e prenderam duas pessoas, uma delas por porte de arma artesanal. “As operações são realizadas principalmente para dar segurança à população”, assinalou.

Entre os locais buscados, estavam a sede de uma rádio comunitária e a Defensoria Indígena da área, o que foi descrito por organizações sociais como uma intimidação a grupos contrários à exploração mineira.

A dispersão do protesto provocou a reação de vários setores contra a mineração na Guatemala. Nesta segunda-feira, indígenas e ativistas marcharam no centro da capital em apoio à “resistência q’eqchi'”.

El Estor está em estado de sítio desde domingo, um dia após a polícia – apelando ao “direito de locomoção” – remover dezenas de indígenas que bloqueavam uma rodovia por quase três semanas em rechaço à mineradora Compañía Guatemalteca de Níquel (CGN), subsidiária da empresa suíça Solway Investment Group. No confronto, quatro policiais foram feridos por tiros nas pernas e moradores foram atingidos pelo gás lacrimogêneo lançado pelos agentes.

Os manifestantes acusam a empresa de manter as operações apesar de a Corte de Constitucionalidade (CC), máximo tribunal do país, ter ordenado em junho de 2020 a sua suspensão enquanto realizava uma consulta à comunidade, acatando a reivindicação de comunidades indígenas.

Em nota, o governo esclareceu que a suspensão abrange apenas uma das licenças concedidas à CGN, mas que “a planta de processamento e outros direitos de mineração (…) não estão vinculados à resolução” do CC.

O estado de sítio limita as manifestações, permite que as forças de segurança prendam sem mandado judicial e estabelece um toque de recolher noturno, entre outras restrições.


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