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Pato ‘embola’ o setor ofensivo do São Paulo e pode perder espaço

Crédito: Marcello Zambrana/AGIF

Alexandre Pato (Crédito: Marcello Zambrana/AGIF)

Enquanto a comissão técnica do São Paulo se diz satisfeita com o rendimento da equipe nas duas partidas após a pausa da Copa América, no empate com o Palmeiras e na goleada sobre a Chapecoense, um jogador ainda está devendo: o atacante Alexandre Pato. Ele foi substituído por Toró tanto no clássico, aos 26 minutos do segundo tempo, quanto na última segunda-feira, no intervalo.

A posição preferida do atacante é pelo lado esquerdo. Entretanto, na visão de Cuca e seus auxiliares, Pato centraliza muito as jogadas em vez de chegar ao fundo. Consequentemente, ele diminui a velocidade do sistema ofensivo. Ainda de acordo com a avaliação da comissão técnica, Toró tem “uma chegada mais forte”. O jovem de 20 anos marcou o segundo gol da goleada sobre a Chapecoense em bonita finalização de fora da área.

Cuca nunca escondeu que gosta de uma equipe mais veloz e já testou Pato praticamente como um meia e também como centroavante antes da parada dos campeonatos. O treinador diz confiar na reabilitação do atacante, que retornou ao clube no fim de março e atuou em 12 partidas até agora, com três gols marcados.

“O Pato não fez um mau jogo, mas estávamos embolando muito, faltava abrir o jogo. O Pato é um jogador que a gente confia e tem muita expectativa de que ele vai ser um fator diferencial. Ele não estava jogando mal, foi apenas uma opção. A entrada do Toró para dar essa velocidade e ter uma chegada mais forte”, afirmou Cuca.

Nos dois jogos após a retomada do Brasileirão, Pato recebeu elogios principalmente por sua entrega para voltar e ajudar na marcação. O atacante evoluiu fisicamente durante a parada para a Copa América, assim como o restante do elenco.

Além de Toró, Pato conta com outro concorrente: Everton, que também entrou depois do intervalo da partida diante da Chapecoense e teve boa atuação, com assistência para Antony abrir o placar. O meia-atacante não atuava desde 8 de junho, quando sofreu lesão muscular na coxa direita durante o jogo contra o Avaí.

Everton é mais um jogador com características que agradam a Cuca, de mais velocidade e chegada à linha de fundo. A missão do técnico é resgatar a boa fase do meia-atacante e elevar a disputa entre os jogadores do elenco.

“O Everton, quando veio para o São Paulo, temos que lembrar que era um jogador ‘top dos tops’. Ele teve momento muito bom no São Paulo, depois uma queda. Temos que retomar esse grande momento que ele viveu no São Paulo e no Flamengo para, aí sim, ele lutar pela titularidade. Cabe ao jogador, entrando como entrou, se firmando como titular. E quem sai tem que tentar buscar o seu lugar. É assim que vamos subir o nível do nosso grupo”, disse o treinador.

Cuca ainda espera pela volta de Rojas para ganhar mais uma opção de velocidade no ataque. O equatoriano não joga desde 26 de outubro de 2018, quando sofreu uma ruptura nos ligamentos do tendão patelar do joelho direito. Ele ainda está em recuperação, mas já fez alguns trabalhos à parte em campo.