O passaporte de Eliza Samudio, assassinada em 2010, foi achado no fim do ano passado em um apartamento alugado em Portugal. O documento foi entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, nesta segunda-feira, 5, que confirmou a autenticidade e informou ter comunicado o Itamaraty, em Brasília.
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Segundo o portal Léo Dias, um homem, identificado como José, encontrou o passaporte de Eliza Samudio em uma estante do local, onde mora com a esposa, filha e inquilinos.
O documento, em boa conservação, foi expedido em 9 de maio de 2006, com validade até 8 de maio de 2011, é verdadeiro, único e não possui segunda via emitida. As páginas estão praticamente intactas. Consta apenas um carimbo de entrada, justamente em Portugal, com a data de 5 de maio de 2007.
Após a repercussão da história nas redes sociais, o irmão de Eliza, Arlie Moura, afirmou ao jornal O Tempo que o recente ocorrido “mexeu com o psicológico” e “deu uma balançada de novo”. Ele ainda confirmou que o passaporte é de Eliza, e agora é preciso investigar se ele foi perdido ou se houve roubo.
Em nota ao portal Léo Dias, o Consulado declarou que, neste momento, estão aguardando instruções sobre quais são os próximos passos com relação ao documento e, como não se trata de matéria de competência do Consulado, não há meios de informarem sobre o que vai ocorrer a partir de agora.
O Itamaraty informou à IstoÉ, que o Consulado-Geral em Lisboa foi instruído a remeter o passaporte, já expirado e cancelado, para Brasília. O documento ficará à disposição da família, caso tenham interesse em recuperar.
Relembre o caso
A modelo Eliza Samudio desapareceu no dia 4 de junho de 2010 após deixar o Rio de Janeiro a convite de Bruno Fernandes das Dores de Souza, então goleiro do Flamengo. A mulher havia se relacionado com o atleta e deu à luz um filho do jogador cerca de quatro meses antes do crime.
Durante a gestação, a vítima foi à Justiça para denunciar supostas agressões de Bruno e tentativas de forçá-la a abortar. Eliza desejava que o atleta assumisse a paternidade da criança.
Vinte dias após a última vez em que a modelo foi vista, as autoridades receberam denúncias anônimas que acusavam Bruno de espancar a mulher até a morte com dois amigos em uma propriedade do goleiro em Esmeraldas (MG). O filho do atleta com Eliza, então com quatro meses, teria sido levado pela esposa do jogador, Dayanne Rodrigues, e foi encontrado no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves (MG).
Um dos envolvidos detidos, um jovem de 19 anos, apontou que Marcos Aparecido dos Santos teria sido responsável por manter Eliza em cativeiro e a executar.
No total, oito pessoas foram condenadas pelo sequestro e assassinato de Eliza, mas, até hoje, seu corpo não foi encontrado. A suspeita principal, baseada em relatos de testemunhas, é que seu corpo foi esquartejado e enterrado sob uma camada de concreto.