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Paschal Donohoe, o irlandês prudente do controle orçamentário

Paschal Donohoe, o irlandês prudente do controle orçamentário

(Arquivo) Ministro das Finanças, Paschal Donohoe - AFP/Arquivos

O centrista Paschal Donohoe, ministro das Finanças da Irlanda desde 2017, devolveu ao seu país o caminho para o controle orçamentário após a grave recessão após a crise financeira glboal de 2008, e lidou com as consequências da pandemia do novo coronavírus.

Sob o impulso deste homem de 45 anos, que é casado e tem dois filhos, o governo irlandês registrou seu primeiro superávit orçamentário em 2018, desde a crise financeira que dez anos antes arruinou a economia do chamado “tigre celta”.

Conhecido por ser fã da saga de ficção científica “Star Wars”, Donohoe também preparou a Irlanda para a possibilidade de um Brexit sem acordo, ao qual seu país estaria particularmente exposto.

Seu orçamento para este ano, apresentado no outono boreal, antes da COVID-19 abalar o mundo, previa mais de 1 bilhão de euros em investimentos para a economia irlandesa.

No entanto, a prudência de sua gestão econômica e orçamentos sem grandes surpresas fizeram com que a imprensa do país comparasse ironicamente Donohoe a um coroinha ou um diretor de escola.

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Após a eleição no final de junho na qual Micheal Martin foi anunciado como novo primeiro-ministro da Irlanda, e de um acordo de coalizão entre os grandes partidos de centro-direita Fianna Fail e os ecologistas do Fine Gael e do Partido Verde, Donohoe foi confirmado em seu cargo, e agora acumula a presidência do Eurogrupo.

– Defesa dos gigantes da internet –

Nascido em Dublin em 19 de setembro de 1974, Donohoe formou-se em Política e Economia pelo Trinity College antes de iniciar sua carreira no setor privado, na multinacional Procter & Gamble no Reino Unido. Em seis anos, ele foi promovido a diretor de vendas e marketing.

Em 2003, voltou ao seu país, onde trabalhou para a gigante das bebidas Diageo antes de entrar na política.

Um ano depois, ingressou na Câmara Municipal de Dublin e depois na câmara baixa do Parlamento irlandês, após as eleições gerais de 2011, que foram marcadas pelo colapso do Fianna Fail após a crise financeira e as políticas de austeridade.

De 2013 a 2016, Donohoe, do Fine Gael, ficou responsável por várias pastas dentro do governo: Ministro de Assuntos Europeus, Ministro de Transportes, Turismo e Esportes, assim como Ministro de Gasto Público.

Em 2017, quando Leo Varadkar se tornou chefe de governo, ele ficou à frente do Ministério das Finanças, cujo gabinete era decorado com inúmeros desenhos de “Star Wars”.

A partir de então, se concentrou na redução do déficit e prometeu criar “uma república de oportunidades”.

Também defende um imposto corporativo muito baixo, de 12,5%, e se opõe à resistência quando a União Europeia (UE) quer tributar empresas como Google, Amazon, Facebook ou Apple, principalmente por a Irlanda ser a sede das gigantes americanas da internet.

Durante a pandemia, Donohoe mobilizou bilhões de euros para ajudar as empresas irlandesas que passam por dificuldades. O desemprego do país subiu para mais de 28% no final de abril e o PIB caiu.

Porém, ele garantiu que a Irlanda enfrenta essa crise a partir de “uma posição de força”, graças às “políticas prudentes implementadas nos últimos anos”.

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