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Partido Farc expulsa ex-chefes rebeldes que se rearmaram na Colômbia

Partido Farc expulsa ex-chefes rebeldes que se rearmaram na Colômbia

(2017) Os ex-chefes das Farc Iván Márquez (e) e Jesús Santrich chegam à sede do Conselho Nacional Eleitoral para registrar o partido - AFP

O partido Farc, surgido do acordo de paz na Colômbia, oficializou nesta quarta-feira a expulsão de um grupo de ex-líderes rebeldes que no final de agosto anunciaram que voltariam às armas.

“O anúncio do rearmamento desconhece nossas instâncias de direção nacional” e “todos os alinhamentos políticos e princípios em matéria disciplinar”, informou em comunicado a Força Alternativa Revolucionária do Comum (FARC).

O partido de esquerda, que já havia condenado publicamente o rearmamento de seus ex-companheiros, assegurou que violaram “o estatuto e o código de ética em todos os seus números, dando lugar a um acúmulo de situações constituídas em faltas leves, faltas graves e faltas gravíssimas” que sustentariam sua expulsão.

Nas FARC “não cabem as expressões armadas”, acrescentou o comunicado.

A decisão envolve o ex-chefe negociador e o ex-número dois da então guerrilha comunista, Iván Márquez, e antigas lideranças como Jesús Santrich e Hernán Darío Saldarriaga (‘El Paisa’).

Em um vídeo publicado nas redes sociais no final de agosto, esses rebeldes apareceram vestidos com roupas militares junto com 17 outros dissidentes e anunciaram seu retorno às armas, referindo-se a uma “traição de Estado” ao que foi acordado com o governo de Juan Manuel Santos em 2016.

Os dissidentes também se apresentaram como guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias dissolvidas da Colômbia (FARC).