A inteligência alemã não pode, “por ora”, classificar o partido Alternativa para a Alemanha (AfD) como “extremista” de direita, apesar de uma “forte suspeita”, decidiu o tribunal administrativo de Colônia, segundo um comunicado publicado nesta quinta-feira (26).
Principal força de oposição ao governo do conservador Friedrich Merz, a AfD não pode ser caracterizada, por ora, “como um todo” por “uma tendência fundamentalmente hostil à Constituição”, afirmou o tribunal.
Desta forma, a instância judicial desautorizou a classificação decidida no início de 2025 pelo Gabinete de Proteção da Constituição.
Esta classificação havia permitido ao serviço de inteligência intensificar a vigilância policial sobre o partido. Isto incluiria a possibilidade de interceptar, se necessário, as comunicações privadas de seus dirigentes.
O Gabinete suspendeu a categorização enquanto aguarda uma decisão judicial. Ainda não se trata de um julgamento definitivo.
Embora o tribunal de Colônia afirme estar “convencido de que persiste uma forte suspeita” de que a AfD tem “tendências anticonstitucionais”, não é possível, “por ora”, provar que esta inclinação “domine” sua “imagem global”.
Alice Weidel, líder da AfD, comemorou no X uma “grande vitória” para o partido, “a democracia e o Estado de direito”.
A decisão também “freou indiretamente os fanáticos da proibição” do partido anti-imigração, o que era reivindicado por alguns dirigentes políticos, segundo Weidel.
As opiniões sobre um processo de proibição divergem, no momento em que o partido, segundo colocado nas eleições legislativas no início de 2025, está em plena ascensão.
Juridicamente, os obstáculos para validar tal decisão pela Corte Constitucional são muito elevados, o que, politicamente, poderia aumentar ainda mais a popularidade do movimento.
Sua ala mais radical é frequentemente acusada de proximidade ao movimento neonazista e de revisionismo histórico sobre os crimes do Terceiro Reich.
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