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Para recuperar status, bicampeão Chile estreia contra Japão com foco na Olimpíada

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Alexis Sanchez, atacante do Chile (Crédito: AFP)

Campeã das duas últimas edições da Copa América, a seleção do Chile inicia nesta segunda-feira a defesa dos seus títulos e a busca por resgatar seus status. Afinal, ficou fora da Copa do Mundo da Rússia e tem conseguido resultados medíocres sob o comando de Reinaldo Rueda. O duelo com o Japão, a partir de 20 horas, no Morumbi, é o primeiro passo para isso.

O volante Arturo Vidal, o atacante Alexis Sánchez e o zagueiro Gary Medel seguem sendo as referências da equipe, tendo feito parte da geração que venceu o torneio em 2015, no Chile, e em 2016, na edição centenária nos Estados Unidos, em conquistas definidas na disputa dos pênaltis contra a Argentina. “Vocês vão ver o verdadeiro Chile”, prometeu Vidal, de 32 anos.

Apesar das palavras de Vidal, o Chile chegou ao Brasil fora da lista de favoritos, menos cotada do que a seleção anfitriã, o Uruguai, a Argentina e a Colômbia, que derrotou a equipe de Messi na estreia. “Quando fomos para uma copa sendo favoritos? Nem na Copa (América) no Chile éramos favoritos”, minimizou o meio-campista.

A presença de veteranos no Brasil se divide com alguma renovação na seleção chilena. Rueda, por exemplo, optou por não convocar o goleiro Claudio Bravo, que só disputou um jogo na temporada 2018/2019 pelo Manchester City, e vai apostar em Gabriel Arias, de 31 anos e campeão argentino pelo Racing. O volante Erick Pulgar, de 25 anos e do italiano Bologna, também será titular contra o Japão.

Só que os resultados de Rueda, há um ano e meio no comando do Chile, não empolgam, com cinco vitórias, quatro empates e quatro derrotas. “Espero que ele fique aqui por muito tempo e realize seu processo como fez em outras seleções humildes”, disse Vidal, lembrando que Rueda foi à Copa do Mundo de 2010 com o Equador e a de 2014 com Honduras.

Adversário de estreia do Chile, o Japão é um dos convidados da Copa América, sendo a outra o Catar, seleção que o derrotou na final da Copa da Ásia neste ano. A sua participação anterior no torneio foi em 1999, no Paraguai, onde somou um empate e duas derrotas.

A equipe dirigida por Hajime Moriyasu tem média de idade de 22 anos e chegou ao Brasil para ganhar experiência visando os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. Um dos poucos veteranos é Shinji Okazaki, de 33 anos, autor de 50 gols pela seleção japonesa e que recentemente deixou o Leicester. Ele deverá ser titular no Morumbi, assim como o meio-campista Gaku Shibasaki, do espanhol Getafe.

Entre os jovens, a maior atração deverá ser o atacante Takefusa Kubo, de apenas 18 anos e contratado recentemente pelo Real Madrid, ainda que inicialmente para o seu time B.