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Para Miguel de Oliveira, Maguila faria o mesmo que Buster Douglas fez com Tyson

Aos 72 anos, Miguel de Oliveira festejou no último dia 7 os 45 anos da conquista do seu título mundial. Em 1975, o médio-ligeiro bateu o espanhol Jose Manuel Duran Perez, por pontos, após 15 assaltos, em decisão unânime dos jurados, em Mônaco, para ficar com o cinturão do Conselho Mundial de Boxe.

Na última sexta-feira, em uma “live”, o segundo brasileiro a se sagrar campeão mundial – o primeiro foi Eder Jofre -, relembrou o grande momento. “A gente nem vê o tempo passar. Quarenta e cinco anos. É muito rápido”, disse o atual técnico na academia Companhia Athletica, onde trabalha há 35 anos.

Além de lembrar a sua grande vitória na carreira, Miguel também relevou detalhes do seu relacionamento com o peso pesado Adilson Maguila Rodrigues, de quem foi treinador entre 1986 e 1988. Segundo ele, o brasileiro tinha condições de derrotar Mike Tyson em 1988/1989.

“Quem era Maguila para Tyson? Ninguém. Tyson não iria treinar para lutar, enquanto o Maguila estaria em sua melhor forma”, disse. “Maguila faria o mesmo que James Buster Douglas fez”, afirmou, referindo-se ao duelo de 1990 que registrou a maior zebra da história do boxe.

Miguel de Oliveira relembrou que deixou Maguila quando soube que ele tinha o desejo de enfrentar Evander Holyfield. “Enfrentar o Holyfield para quê? Ele não precisava lutar com o Holyfield”.

Para o técnico, o brasileiro jamais poderia ter ido para o ataque contra o norte-americano na luta de 15 de julho de 1989. A derrota veio no segundo assalto. “O Maguila deveria ter lutado como fez com o James Quebra-Ossos Smith”, disse Miguel, ao se referir ao duelo de 1987, quando o brasileiro venceu por pontos, após 12 assaltos, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.