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Para maioria, ‘bandido bom é bandido morto’

Seis em cada dez brasileiros disseram concordar com o teor da frase “bandido bom é bandido morto”, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 2, pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Feita pelo Datafolha, ela analisou a percepção popular sobre a violência e entrevistou 3.625 pessoas em 217 cidades do País entre 1.º e 5 de agosto.

A crença na sentença é maior entre os mais velhos. Entre entrevistados de 60 anos ou mais, a concordância foi de 61%, enquanto entre mais jovens, de 16 a 24 anos, a frase é verdadeira para 54%.

Entre regiões do País, o comportamento se manteve relativamente homogêneo, com pequenas variações.

É no Norte e no Sul que o porcentual é maior: 61%; no Sudeste, ele é de 53%; no Centro-oeste, de 59%; e no Nordeste, de 60%. Diante da frase, 34% no País discordaram e 6% não discordaram nem concordaram.

Socorro. Para o diretor-presidente do Fórum, Renato Sérgio de Lima, a aceitação da violência contra “bandidos” representa um “pedido de socorro”.

“Os números mostram que a população reconhece que as condições de trabalho da polícia não são boas, há dificuldades, mas aí também há uma informação muito relevante: parcela significativa adere à máxima de bandido bom é bandido morto, quase como um pedido de socorro em relação à violência do País, mas uma parcela ainda maior diz que a polícia se excede no uso da violência”, disse.

Para ele, “o Brasil sempre teve a violência como uma linguagem corrente”. “Nunca fomos uma sociedade pacífica, nunca valorizamos a vida, sempre foi banalizado. O número revela que o Estado, não só a polícia, precisa ser mais inteligente, mais eficiente”, disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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