Economia

Para BCE, apoio fiscal não deve ser retirado prematuramente na zona do euro

A integrante do conselho o Banco Central Europeu (BCE) Isabel Schnabel afirmou nesta quinta-feira, 17, que o apoio fiscal não deve ser retirado prematuramente na zona do euro no curto prazo. Projetando um espaço maior de tempo, a dirigente acredita que sejam necessários instrumentos fiscais comuns e reformas no bloco, algo que deve ser “debatido”. As afirmações foram feitas em sessão de perguntas e respostas no Twitter, quando a economista tratou de diversos temas junto ao público, após reiteradamente ter dito estar “preocupada” com a falta de confiança da população no BCE.

Schnabel afirmou que a política fiscal deve atuar “lado a lado” com a monetária. Para ela, a ação do BCE na crise evitou que a recessão fosse ainda maior e que pessoas perdessem mais empregos. O papel da autoridade monetária, segundo Schnabel, é o de “preservar condições favoráveis e ajudar na recuperação da economia”.

A dirigente indicou ainda que as baixas taxas de juros não são meros frutos de escolhas monetárias, mas também de fatores estruturais, como poupança da população.

Juros

Isabel Schnabel afirmou também que os juros básicos da zona do euro devem permanecer nos atuais níveis, ou até cair, até que a inflação no bloco chegue “perto suficiente, mas abaixo, de 2%”. Atualmente, a taxa de depósito do BCE está em -0,5% e a taxa de refinanciamento, em 0%.


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Segundo a dirigente, a velocidade de aumento dos preços aos consumidores depende de vários “choques que estão sendo enfrentados”.

Muitos fatores estariam influenciando a recente apreciação do euro, na avaliação de Schnabel, incluindo um panorama de recuperação global “mais rápido” do que o esperado.

Outro tema tratado foi o euro digital, que a dirigente apontou como capaz de “complementar mercado de pagamento e dar escolha a consumidor”. Segundo Schnabel, a questão não é sobre política monetária, mas “acesso público a dinheiro”.

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