Paquistão entregou plano de paz ao Irã, diz imprensa dos EUA

Paquistão entregou plano de paz ao Irã, diz imprensa dos EUA

"AtaquesEUA apresentam plano de 15 pontos para encerrar a guerra com o Irã, com o Paquistão atuando como intermediário. Teerã nega negociações com governo Trump. Acompanhe o conflito.

Paquistão entrega plano de paz dos EUA ao Irã

China defende diálogo e afirma apoiar esforços pela paz

Irã nega negociações com os Estados Unidos

EUA devem enviar milhares de tropas adicionais para o Oriente Médio

Presidente da Alemanha diz que guerra no Irã viola direito internacional

Irã anuncia ex-chefe da Guarda Revolucionária como substituto de Larijani

Curdos iraquianos acusam Irã por ataque aéreo que matou seis

Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares e deram início ao atual conflito no Oriente Médio:

Paquistão entregou plano de paz ao Irã, diz imprensa dos EUA
A imprensa americana noticiou nesta quarta-feira (25/03) que os EUA apresentaram um plano de 15 pontos para encerrar a guerra com o Irã, com o Paquistão atuando como intermediário para entregar a proposta aos iranianos.

Trump afirmou repetidamente esta semana que os EUA estão em negociações com o Irã e que o Irã está ansioso para chegar a um acordo para encerrar as hostilidades, uma alegação que o Irã tem repetidamente negado.

O Irã recebeu o plano de 15 pontos dos EUA para alcançar um cessar-fogo, confirmaram dois funcionários paquistaneses nesta quarta-feira (25/03) à agência de notícias AP.

Nesta terça-feira, o Paquistão confirmou que lidera uma iniciativa de mediação, juntamente com a Turquia e o Egito, e se ofereceu para sediar possíveis conversas entre os dois lados, que poderiam ocorrer ainda esta semana.

Uma alta autoridade iraniana declarou à agência de notícias Reuters que tanto o Paquistão como a Turquia estão sendo considerados para sediar as negociações diretas.

O Irã insiste que não está envolvido em negociações com os EUA e um porta-voz militar ironizou os esforços diplomáticos americanos.

O que estaria no plano dos EUA?

Os dois funcionários paquistaneses falaram com a AP sob condição de anonimato, pois não estavam autorizados a discutir o tema publicamente.

Eles disseram que a proposta inclui o alívio das sanções, a cooperação nuclear civil, uma redução do programa nuclear iraniano, o monitoramento pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), limites para mísseis e acesso para navegação pelo Estreito de Ormuz.

De acordo com a emissora israelense N12, o plano inclui compromissos do Irã de não buscar armas nucleares e de entregar seu estoque de urânio enriquecido à AIEA.

O veículo de notícias americano Axios, citando uma fonte com conhecimento do assunto, informou que o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, disse ao presidente Donald Trump que o Irã concordou com vários pontos-chave, incluindo a entrega de seu estoque de urânio altamente enriquecido.

No entanto, ainda não está claro como Teerã responderá formalmente à proposta. A reação de Israel, outra parte envolvida no conflito, também é incerta.

Qualquer negociação direta entre os EUA e o Irã enfrentaria grandes desafios. Muitos dos objetivos de Washington, particularmente em relação aos programas de mísseis balísticos e nuclear do Irã, continuam difíceis de serem alcançados, e não está claro quem no governo iraniano tem autoridade ou estaria disposto a negociar com o governo de Trump.

Progressos rápidos

O analista de segurança Syed Muhammad Ali, baseado em Islamabad e com conhecimento das negociações de cessar-fogo em andamento, disse nesta quarta-feira que as discussões facilitadas pela cúpula política e militar do Paquistão estavam progredindo de forma discreta, mas rápida.

"Houve um progresso significativo e rápido nessas negociações indiretas entre os Estados Unidos e o Irã, que estão sendo facilitadas pelo primeiro-ministro Shehbaz Sharif, pelo chefe do Exército, marechal de campo Asim Munir, e por alguns altos funcionários paquistaneses", disse Ali à AP.

Ele afirmou que os líderes iranianos permanecem profundamente desconfiados devido ao que ele descreveu como "ataques de decapitação" contra sua liderança política, militar e de inteligência e que concordariam com negociações diretas no Paquistão somente se garantias firmes dos EUA fossem fornecidas para interromper os ataques ao Irã.

Paquistão confirma esforços

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, declarou nesta terça-feira na rede social X que, "com a aprovação dos Estados Unidos e do Irã, o Paquistão está disposto e honrado para acolher negociações significativas e conclusivas que permitam uma solução abrangente" para a guerra.

Na sua postagem, Sharif assinalou as contas de Trump, de Witkoff e do ministro dos Exterior iraniano, Abbas Araghchi.

Trump compartilhou a publicação do chefe do governo paquistanês sem adicionar qualquer comentário.

A embaixada iraniana no Paquistão considerou a oferta de negociações dos Estados Unidos "uma farsa" e negou qualquer diálogo com Washington.

as (AP, DPA, Lusa)

China defende diálogo e afirma apoiar esforços pela paz
O governo da China afirmou nesta quarta-feira (25/03) que apoia todas as tentativas de reduzir as tensões no Oriente Médio e iniciar negociações de paz.

"Um cessar-fogo e o fim das hostilidades são a principal prioridade, e o diálogo e as negociações são o caminho a seguir", disse o porta-voz do Ministério do Exterior da China em Pequim.

Ele acrescentou que o ministro chinês do Exterior, Wang Yi, disse na terça-feira ao seu colega iraniano, Abbas Araghchi, que todas as partes devem "aproveitar todas as oportunidades e janelas para a paz" para que as negociações de paz possam começar o mais rapidamente possível.

Wang disse ao ministro iraniano que a China vai continuar se opondo à violação da soberania de outros países.

Esta foi a segunda conversa entre os chefes da diplomacia dos dois países desde o início do conflito, no final de fevereiro.

A China, principal parceiro comercial do Irã e maior comprador do seu petróleo, tem condenado os ataques dos EUA e de Israel ao Irã, ao mesmo tempo que defende o respeito pela soberania dos países do Golfo Pérsico, com os quais mantém relações estreitas.

as (Lusa, AP)

Irã nega negociações com os Estados Unidos
Num comunicado divulgado pela agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Iraniana, o porta-voz do Comando de Operações Unificadas, Khatam al-Anbiya, afirmou que as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre negociações com o Irã são falsas.

"Não chamem sua derrota de acordo. A era das suas promessas acabou. Hoje, existem duas frentes: a verdade e a mentira. E nenhum buscador da verdade se deixa seduzir pela sua propaganda midiática", diz o comunicado.

"Ninguém como nós chegará a um acordo com alguém como vocês", enfatizou o porta-voz iraniano, referindo-se aos Estados Unidos.

Trump declarou nesta terça-feira estar convencido de que Teerã e Washington vão chegar a um acordo no âmbito de conversações que o presidente americano afirma estar mantendo com a República Islâmica.

O regime em Teerã reconheceu ter mantido alguns contatos indiretos com a Casa Branca, mas rejeitou categoricamente qualquer tipo de negociação.

as (Efe, AP, Lusa)

EUA teriam enviado plano de 15 pontos ao Irã para encerrar guerra
Os Estados Unidos enviaram ao Irã um plano de 15 pontos para encerrar a guerra no Oriente Médio, disseram duas fontes anônimas ao jornal The New York Times.

Mais tarde, a agência de notícias Reuters confirmou a informação, também com uma fonte anônima.

O documento teria sido compartilhado com autoridades iranianas por intermédio do Paquistão, reportou nesta terça-feira (24/03) o jornal americano, que não teve acesso a uma cópia.

Segundo as fontes, temas abordados incluiriam os programas de mísseis balísticos e nuclear do Irã e rotas marítimas, o que provavelmente incluiria o Estreito de Ormuz. Ambos os temas estão no centro da ofensiva deflagrada há quase um mês, dando início à guerra no Oriente Médio.

Não estava claro, ressalvou o Times, se Israel estava de acordo com a proposta, nem qual era a receptividade da proposta na República Islâmica.

Os EUA afirmam estar negociando com o Irã, o que poderia indicar uma desescalada do conflito. Mas o Irã nega que haja qualquer diálogo em andamento.

Os próprios Estados Unidos têm enviado sinais ambíguos sobre suas intenções para os próximos passos da guerra, que custa estimadamente 1 bilhão de dólares ao dia ao orçamento do Pentágono.

ONU alerta para intensificação da retórica expansionista em Israel
O secretário-geral da ONU, António Guterres, admitiu nesta terça-feira (24/03) estar preocupado com a "crescente" retórica expansionista de Israel em relação ao Líbano.

A declaração de Guterres ocorre na sequência das recentes falas do ministro das Finanças israelense, Bezalel Smotrich, que defendeu a modificação da fronteira de Israel com o Líbano para anexar parte daquele país.

Numa coletiva de imprensa em Nova York, o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, foi questionado sobre a proposta de Smotrich de transferir a fronteira do seu país com o Líbano para o rio Litani, o que implicaria a absorção de cerca de 8% do território libanês.

"Isso faz parte da retórica crescente que nos preocupa muito. Acho que é a última coisa que gostaríamos de ver. É a última coisa que o povo libanês no sul gostaria de ver", disse Dujarric.

"Nos preocupamos o aumento da retórica que estamos vendo. Nos preocupamos com a constante atividade militar que estamos vendo", disse.

Segundo relatos da imprensa de Israel, o ministro Smotrich afirmou que o rio Litani "deve ser a nova fronteira" com o Líbano, "assim como a 'Linha Amarela' em Gaza e a zona tampão e o topo do Monte Hermon na Síria".

Nos últimos anos, Israel impôs o seu controle efetivo sobre mais da metade da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.

"Não precisamos de mais combates. Não precisamos de mais retórica", afirmou o porta-voz de Guterres. Dujarric pediu "respeito pela integridade territorial do Líbano".

jps (Lusa)

Maioria dos alemães tem receio de nova onda de refugiados
A maioria da população alemã tem manifestado preocupação quanto à capacidade do país de acolher mais refugiados do Irã, em meio à intensificação da guerra no Oriente Médio.

Uma pesquisa da Forsa revelou que 73% acreditam que a Alemanha não conseguiria lidar adequadamente com a chegada de refugiados iranianos, com um ceticismo particularmente elevado entre os eleitores do bloco conservador CDU/CSU e os apoiadores do partido de ultradireita Alternativa para a Alemanha (AfD), mas também entre a maioria dos eleitores do Partido Social-Democrata (centro-esquerda) e do Partido de Esquerda (esquerda).

Apenas os apoiadores do Partido Verde afirmaram que, em grande parte, não esperariam grandes problemas com novas chegadas.

O debate surge à medida que os combates e a repressão interna no Irã se intensificam, gerando preocupações sobre possíveis fluxos migratórios.

No entanto, organizações internacionais afirmam que, no momento, não há sinais claros de um êxodo em grande escala do Irã.

A Alemanha já abriga a maior diáspora iraniana da Europa, com cerca de 319.000 pessoas de origem iraniana, incluindo cerca de 128.000 pessoas com cidadania alemã.

A Alemanha passou por vários grandes fluxos de refugiados nos últimos anos, que influenciaram a política de migração e o debate político.

A maior onda ocorreu em 2015–2016, quando mais de 1 milhão de requerentes de asilo — muitos da Síria, do Iraque e do Afeganistão — chegaram ao país. A Alemanha também acolheu mais de 1 milhão de ucranianos desde fevereiro de 2022.

jps (DW)

EUA enviarão mais soldados ao Oriente Médio
O Pentágono deve enviar milhares de soldados da 82ª Divisão Aerotransportada, uma unidade de elite, ao Oriente Médio, segundo informaram à agência Reuters duas pessoas a par do assunto, reforçando o maciço aumento da presença militar na região, mesmo enquanto o governo Trump aparentemente busca negociações com o Irã.

O Wall Street Journal publicou informações semelhantes e estima o número de soldados adicionais em 3.000.

Uma ordem por escrito para enviar os soldados da 82ª divisão dos EUA deve ser divulgada nas próximas horas, disseram duas autoridades americanas ao jornal.

Não está claro para onde exatamente na região as tropas seriam enviadas e quando chegariam lá.

A movimentação ocorre na sequência do envio adicional, em 13 de março, de 5.000 fuzileiros navais e marinheiros americanos, juntamente com um navio de assalto anfíbio;

Donald Trump tem dito publicamente que não quer tropas americanas em solo iraniano – mas também não descartou essa possibilidade.

jps (DW)

Trump volta a afirmar que há negociações em andamento
O presidente dos EUA, Donald Trump, insistiu nesta terça-feira que há negociações em curso para alcançar um acordo sobre a guerra contra o Irã, apesar das declarações do regime de Teerã, que nega que qualquer iniciativa de conversação esteja ocorrendo com Casa Branca

"O que disse ontem [segunda-feira] é absolutamente verdade. Estamos em negociações neste momento", afirmou Donald Trump em declarações aos jornalistas na Casa Branca.

O líder americano indicou que o seu enviado Steve Witkoff, o seu genro Jared Kushner, o vice-presidente, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, estão envolvidos no processo de diálogo, até agora negado por Teerã.

Nas suas declarações, Donald Trump ainda disse que o Irão tem "um presente muito grande" para os Estados Unidos, relacionado com hidrocarbonetos e "equivalente a muito dinheiro".

jps (Lusa)

Irã prende 466 pessoas por atividades online
A polícia iraniana prendeu 466 pessoas acusadas de tentar "desestabilizar o país" por meio de suas atividades online, informou a mídia estatal do regime.

Trata-se de uma das maiores operações de segurança desde o início da guerra com Israel e os EUA no mês passado.

"Essas pessoas tentaram semear confusão na opinião pública, criar medo e ansiedade na sociedade, promover a insegurança e espalhar propaganda a favor do inimigo", afirmou a agência de notícias estatal IRNA, citando a polícia iraniana.

Não ficou claro em que data as prisões ocorreram nem em que consistiram as atividades online.

As autoridades iranianas cortaram o acesso à internet desde 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel começaram a realizar ataques contra o país.

Os residentes ainda podem acessar a internet local para se comunicar, mas alguns tentaram contornar o bloqueio conectando-se via VPNs ou Starlink.

De acordo com reportagens da mídia iraniana, a polícia realizou mais de 1.000 prisões no último mês, afetando principalmente pessoas acusadas de filmar locais sensíveis, “cooperar com o inimigo” ou compartilhar conteúdo antigovernamental online.

Antes do início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, as autoridades iranianas reprimiram brutalmente os protestos públicos, com estimativas do número de mortos variando de milhares a dezenas de milhares.

jps (DW)

Guerra suspende tradicional procissão de Domingo de Ramos em Jerusalém
A tradicional celebração do Domingo de Ramos nas ruas de Jerusalém Oriental, prevista durante a Semana Santa para o próximo dia 29 de março, está suspensa devido à guerra no Irã.

Segundo anunciou em um comunicado o Patriarca Latino de Jerusalém, Pierbattista Pizzaballa, "a tradicional procissão do Domingo de Ramos, que sobe a Jerusalém a partir do Monte das Oliveiras, está cancelada. Ela será substituída por um momento de oração pela cidade de Jerusalém, em local a ser determinado".

Desde que Israel e Estados Unidos iniciaram os bombardeios contra o Irã, no último dia 28 de fevereiro, a Basílica do Santo Sepulcro permanece fechada, assim como os demais lugares santos, razão pela qual também não houve nenhuma celebração da Quaresma em Jerusalém. A parte oriental da cidade é ocupada por Israel desde 1967.

A cada Domingo de Ramos, milhares de pessoas, peregrinos, cristãos palestinos e turistas sobem com cânticos e ramos de oliveira até o Monte das Oliveiras, em um clima festivo e com grande presença de policiais israelenses.

Pizzaballa convidou a todos a se unirem em oração na véspera, no próximo sábado, 28 de março, "rezando o Rosário para implorar o dom da paz e da serenidade, especialmente para aqueles que sofrem por causa do conflito", acrescenta o texto.

Por sua vez, a Missa do Crisma – normalmente celebrada na Quinta-Feira Santa, e que neste ano estava prevista para 2 de abril – foi adiada para uma data a ser definida, "assim que a situação permitir".

"As restrições impostas pelo conflito e os acontecimentos dos últimos dias não preveem uma melhora iminente. Em diálogo constante com as autoridades competentes, juntamente com as demais Igrejas cristãs, estamos avaliando como, da maneira que for acordada, podemos celebrar o mistério central de nossa salvação no coração de nossas Igrejas", explica o cardeal.

No último dia 20, um pedaço de tamanho considerável de um míssil atingiu – após ser interceptado – o telhado do Patriarcado Greco-Ortodoxo em Jerusalém, adjacente à Basílica do Santo Sepulcro, sem deixar vítimas.

"A dureza deste tempo de guerra, que afeta a todos nós, traz hoje o fardo adicional de não podermos celebrar a Páscoa juntos e com dignidade. Esta é uma ferida que se soma às muitas outras infligidas pelo conflito. Mas não devemos nos deixar desanimar. Embora não possamos nos reunir como gostaríamos, não abandonemos a oração", concluiu.

JPS (efe)

Príncipe saudita pressiona Trump para continuar guerra contra Irã, diz jornal
O príncipe herdeiro e líder de facto da Arábia Saudita, Mohamed bin Salman, está pressionando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que prossiga com a guerra contra o Irã sob o argumento de que se trata de uma oportunidade histórica para remodelar o Oriente Médio, informou o jornal The New York Times nesta terça-feira (24/03), citando pessoas a par das conversações.

Segundo essas pessoas, informadas por altos funcionários americanos sobre os contatos mantidos na semana passada, o príncipe saudita está insistindo com Trump para que destrua completamente o governo do Irã devido à ameaça que o regime iraniano representa para todo a região.

Se o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, considera uma vitória um Estado iraniano em colapso, mergulhado em agitação interna, segundo o New York Times, a Arábia Saudita acredita que isso continuaria representando uma ameaça direta e grave à sua segurança na região.

As autoridades sauditas negaram que o príncipe esteja pressionando Trump a continuar o conflito. "O reino da Arábia Saudita sempre apoiou uma resolução pacífica deste conflito, até mesmo antes de ele começar", afirmou o governo saudita em comunicado divulgado pelo jornal, no qual garante que seus responsáveis "continuam em estreito contato com o governo Trump" e que seu "compromisso continua o mesmo".

as (Lusa)

Israel ataca instalações de gás do Irã
Caças israelenses completaram nesta terça-feira (24/03) uma nova onda de ataques a instalações energéticas em Isfahan, comunicaram as Forças Armadas de Israel.

A informação foi confirmada por um relato da agência de notícias iraniana Fars, segundo o qual, durante a madrugada, ao menos dois projéteis atingiram um gasoduto de uma usina de energia em Khorramshahr, no sudoeste do país, e edifícios administrativos de uma estação de gás em Isfahan.

Dos ataques às duas infraestruturas energéticas do Irã ocorreram após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter afirmado, nesta segunda-feira, que iria adiar por cinco dias tais ofensivas militares devido a conversações de paz.

Os militares israelenses afirmaram que bombardearam, em todo o Irã, mais de 3 mil alvos do regime desde o início desta ofensiva bélica, em 28 de fevereiro.

as (Efe, Lusa)

Presidente da Alemanha diz que guerra no Irã viola direito internacional
O presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, chamou a guerra travada pelos EUA e Israel contra o Irã de uma violação do direito internacional.

"Nossa política externa não se torna mais convincente se não chamarmos violações do direito internacional de violações do direito internacional", disse Steinmeier em Berlim, em discurso que marcou o 75º aniversário de restabelecimento do Ministério do Exterior da Alemanha.

"Esta guerra é uma violação do direito internacional – não há dúvidas sobre isso", afirmou.

Com essa declaração, Steinmeier adotou um tom diferente do governo alemão, liderado pelo chanceler federal Friedrich Merz, que tem evitado classificar a guerra como uma violação do direito internacional.

O presidente alemão criticou duramente a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, e do governo israelense de declarar guerra ao Irã. Para ele, a guerra é "um erro politicamente fatal e – o que mais me frustra – uma guerra evitável e desnecessária se seu objetivo era realmente impedir o Irã de obter uma bomba nuclear".

Ele fez menção ao acordo nuclear internacional com o Irã em 2015, que visava acabar com o programa nuclear do país. "Nunca estivemos tão longe de o Irã adquirir armas nucleares como estávamos naquela época", disse Steinmeier.

No entanto, Trump fez o acordo fracassar. "No segundo ano de seu primeiro mandato, o presidente Trump retirou-se do acordo; agora, em seu segundo mandato, ele está declarando guerra" sem que houvesse uma ameaça concreta do Irã aos EUA.

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as (AFP)

Investidores apostaram milhões minutos antes de anúncio de Trump sobre Irã
Milhares de contratos de petróleo — um volume superior ao normal — foram negociados na segunda-feira (23/03) 15 minutos antes de o presidente dos EUA, Donald Trump, declarar que estava suspendendo ataques à infraestrutura energética iraniana, um anúncio que foi seguido de uma queda acentuada nos preços.

Entre as 10h49 e as 10h50 GMT de segunda-feira, os volumes de negociação de petróleo dispararam para cerca de US$ 580 milhões, de acordo com o jornal Financial Times. A rede Bloomberg estimou esse valor em US$ 650 milhões.

Durante esses dois minutos, pelo menos seis milhões de barris de petróleo Brent e West Texas Intermediate foram negociados, muito acima da média de cerca de 700 mil barris registrada em horários semelhantes nos cinco dias anteriores, informou a Bloomberg.

Cerca de 15 minutos depois, Trump recuou em sua ameaça de atacar instalações de energia, citando negociações "muito boas" para encerrar a guerra, o que fez os preços do petróleo bruto despencarem mais de 14%.

Os operadores que apostaram na queda dos preços antes do anúncio provavelmente lucraram com a repentina reviravolta de Trump, levando alguns analistas a questionar se alguns participantes do mercado teriam agido com base em informações privilegiadas.

"O que se destaca aqui não é apenas o volume das negociações, mas o momento", disse Stephen Innes, analista da SPI Asset Management, à agência AFP.

"Os traders não são clarividentes. Quando o posicionamento muda minutos antes de uma notícia que move o mercado, isso geralmente significa que alguém está agindo com base em… informações antes da notícia ser divulgada", acrescentou.

jps (AFP)

Ministro diz que Israel controlará área libanesa até rio Litani
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou nesta terça-feira (24/03) que as Forças Armadas de seu país controlarão as pontes restantes sobre o rio Litani, bem como a área do sul do Líbano que se estende até ele.

Katz disse que as cinco pontes "utilizadas pelo Hezbollah" sobre o rio Litani foram detonadas e acrescentou que as Forças Armadas controlarão as pontes restantes e a zona de segurança até o Litani.

O ministro não detalhou se o controle será temporário ou por quanto tempo se estenderá.

Ele reiterou que "centenas de milhares de residentes" expulsos do sul do Líbano pelos bombardeios israelenses não retornarão às suas casas até que Israel garanta a segurança de seus cidadãos.

"O princípio é claro: se houver terrorismo e mísseis, nem casas nem residentes", alertou Katz, que dias atrás disse que toda estrutura próxima à fronteira será destruída nos moldes de Beit Hanoun e Rafah (duas cidades da Faixa de Gaza destruídas praticamente em sua totalidade e ainda ocupadas militarmente).

A "zona de segurança" do Líbano cobre uma distância extensa entre a Linha Azul (a divisória de fato entre ambos os países) e o rio Litani, da qual Israel forçou o deslocamento da população e onde suas tropas operam contra a infraestrutura do Hezbollah.

A ONU estabeleceu que toda essa área deve ser uma zona desmilitarizada, exceto para a sua missão Finul e o Exército libanês.

Cerca de 1.040 pessoas morreram (entre elas 118 crianças) e cerca de 2.900 ficaram feridas no Líbano desde o início das hostilidades entre o Hezbollah e Israel, em 2 de março, no âmbito da ofensiva contra o Irã.

jps/as (Efe)