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Papa se reúne com refugiados antes de embarcar para o Chipre


VATICANO, 2 DEZ (ANSA) – O papa Francisco embarcou na manhã desta quinta-feira (2) para uma viagem de quatro dias ao Chipre e à Grécia e já deu o tom de sua visita ao se reunir com dois grupos de refugiados e migrantes ainda antes do embarque.   

Essa é a 35ª viagem internacional de Jorge Bergoglio em seu pontificado de quase nove anos, sendo a primeira para o Chipre e a segunda para a Grécia, países que estão na linha de frente da crise migratória e humanitária no Mediterrâneo.   

O Papa viaja em um Airbus A320 da ITA Airways, companhia aérea estatal italiana que substituiu a Alitalia, e volta para Roma no próximo dia 6 de dezembro.   

Antes de deixar a Casa Santa Marta, sua residência oficial no Vaticano, Francisco se reuniu com 12 refugiados da Síria, da República Democrática do Congo, da Somália e do Afeganistão e que passaram pela ilha grega de Lesbos, uma das etapas de sua viagem.   

Alguns desses deslocados internacionais foram levados à Itália pelo próprio Bergoglio após sua primeira visita a Lesbos, em abril de 2016. Existe a expectativa de que o pontífice volte dessa viagem com um novo grupo de refugiados, mas o Vaticano diz que essa hipótese ainda está sendo estudada.   

Em seu caminho para o Aeroporto de Fiumicino, o Papa também parou em uma paróquia nos arredores e se encontrou com 15 deslocados internacionais abrigados pela igreja.   

“No momento em que deixo o território italiano para me dirigir em visita pastoral ao Chipre e à Grécia, como peregrino que anseia por antigas nascentes, com o vivo desejo de encontrar os irmãos de fé e os povos locais, dirijo ao senhor presidente e a todo o povo da Itália os mais cordiais cumprimentos, aos quais junto votos fervorosos de serenidade e cooperação mútua pelo bem comum”, disse Francisco em um telegrama de cortesia para o presidente italiano, Sergio Mattarella.   

Chipre – O pontífice desembarca no Aeroporto Internacional de Lárnaca, a 50 quilômetros da capital do Chipre, Nicósia, por volta de 15h (horário local) desta quinta-feira.   

No mesmo dia, o Papa tem encontros com católicos cipriotas, com o presidente do país, Nicos Anastasiades, e com autoridades da sociedade civil e o corpo diplomático.   

Em 3 de dezembro, ainda em Nicósia, Francisco faz uma visita de cortesia ao arcebispo ortodoxo do Chipre, Chrysostomos II, participa de uma reunião na Catedral Ortodoxa de Nicósia e celebra uma missa em um estádio. Além disso, faz uma oração ecumênica com migrantes em uma paróquia da cidade.   

Com 1,2 milhão de habitantes, o Chipre tem uma população majoritariamente ortodoxa e é dividido entre a República do Chipre, de maioria étnica grega e integrante da União Europeia, e a República Turca do Chipre do Norte, que é reconhecida apenas pela Turquia.   

A linha imaginária que separa esses dois territórios atravessa Nicósia, mas não está prevista nenhuma visita do Papa à porção turca da cidade. Ele ficará hospedado na Nunciatura Apostólica, situada em uma zona controlada pela ONU entre as linhas militares de gregos e turcos.   

Grécia – Francisco embarca para Atenas, capital da Grécia, na manhã de 4 de dezembro e no mesmo dia tem encontros com a presidente Katerina Sakellaropoulou, o premiê Kyriakos Mitsotakis e representantes da sociedade civil e do corpo diplomático.   

Além disso, se reúne com Jerônimo II, primaz da Igreja da Grécia, com bispos, padres, seminaristas e catequistas católicos e com membros da Companhia de Jesus, ordem à qual Bergoglio pertence.   

Já em 5 de dezembro, o Papa segue para um campo de refugiados em Lesbos e, na volta a Atenas, recebe uma visita de cortesia de Jerônimo II. Por fim, no dia 6, o pontífice se reúne com o presidente do Parlamento da Grécia, Konstantinos Tasoulas, e participa de um encontro com jovens.   

A partida para Roma está programada para 11h30, e a chegada, para 12h35. A Grécia também é majoritariamente ortodoxa, o que reflete a estratégia do Papa de reforçar a união entre as diversas confissões cristãs.   

Além disso, o país é porta de entrada para refugiados do Oriente Médio na UE, já que algumas de suas ilhas, como Lesbos, estão a poucas dezenas de quilômetros da Turquia. (ANSA).   


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