Papa Leão XIV defende responsabilidade com o uso das redes sociais

Leão XIV enfatiza que a comunicação nunca é neutra e exige responsabilidade de indivíduos e instituições, em encontro em Madri

Papa Leão XIV defende responsabilidade com o uso das redes sociais

O Papa Leão XIV afirmou neste domingo (7), durante um encontro em Madri, que palavras e imagens compartilhadas nas redes sociais possuem o poder tanto de causar feridas e aprofundar divisões quanto de contribuir para uma sociedade mais humana e solidária. O pontífice ressaltou que toda forma de comunicação carrega consequências e exige responsabilidade por parte de indivíduos e instituições.

O que aconteceu

  • O Papa Leão XIV alertou para a capacidade das palavras e imagens no ambiente digital de ferir ou construir uma sociedade mais humana, destacando a importância da responsabilidade na comunicação.
  • O pontífice enfatizou que a comunicação nunca é neutra, exigindo atenção cuidadosa à linguagem utilizada nas diversas esferas da atividade humana.
  • Leão XIV expressou preocupação com a exclusão social e econômica global, afirmando que a situação dos mais pobres permanece um desafio constante para governos e instituições.

O peso das palavras e imagens digitais

Segundo o Pontífice, a comunicação em suas diversas formas carrega consequências inerentes e exige um alto grau de responsabilidade. “Nas diversas áreas da atividade humana, devemos prestar atenção à linguagem que usamos: escrita, falada e, no mundo digital, até mesmo em imagens, porque a comunicação nunca é neutra”, enfatizou Leão XIV.

O Papa destacou que as mensagens transmitidas podem tanto “ferir ou curar, destruir expectativas ou abrir novos horizontes, semear divisão ou reacender a esperança na possibilidade de construirmos juntos algo genuinamente humano”.

Diálogo institucional e dignidade humana

O líder da Igreja Católica defendeu um diálogo entre instituições baseado na dignidade humana. Ele ressaltou que universidades, empresas, artistas, esportistas e desenvolvedores de tecnologia devem assumir responsabilidades sociais em suas respectivas áreas de atuação.

Nesse contexto, Robert Prevost, presente no evento, reforçou que as universidades não devem se afastar do mundo do trabalho nem renunciar à busca da verdade. As empresas, por sua vez, precisam evitar tratar os funcionários apenas como fatores econômicos.

Leão XIV complementou que a arte deve ser acessível a todos, e o esporte não pode ser reduzido a mero espetáculo ou negócio. O progresso tecnológico, ainda, deve obrigatoriamente considerar os idosos, os pobres e aqueles que frequentemente não têm voz.

Como o esporte e a tecnologia podem contribuir?

Em sua mensagem específica ao setor esportivo, o Papa destacou o papel educativo fundamental das competições. “Quantos de nós aprendemos a respeitar nossos adversários no campo de jogo, em vez de ouvindo um discurso”, afirmou.

Ele acrescentou que muitos atletas ensinam valores essenciais por meio de suas atitudes, como “perder sem odiar, vencer sem humilhar e levantar depois de cair”, promovendo a resiliência e o fair play.

Durante o mesmo encontro, o Papa também manifestou profunda preocupação com a exclusão social e econômica de milhões de pessoas ao redor do mundo. “Quero me perguntar em voz alta: quem é excluído apesar de suas virtudes e capacidades?”, questionou.

Segundo o pontífice, a situação dos mais pobres continua sendo um desafio permanente para governos, instituições econômicas e para a própria Igreja. É um problema que exige atenção e ação contínuas.

Por fim, Leão XIV citou sua recente encíclica Magnifica Humanitas ao afirmar que “as estruturas econômicas e institucionais são justas somente na medida em que servem ao desenvolvimento integral da pessoa e promovem a participação responsável de todos”.

*Com ANSA