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Papa pede fim de guerras e para que políticos ‘moderem falas’

ROMA, 20 OUT (ANSA) – O papa Francisco cobrou o fim das guerras por todo o mundo e pediu que os políticos e a propaganda “moderem sua linguagem” para que haja paz nas sociedades. O discurso ocorreu durante um evento ecumênico realizado em Roma nesta terça-feira (20).   

“Colocar o fim às guerras é um dever improrrogável de todos os responsáveis políticos perante a Deus. A paz é a prioridade de qualquer política. Deus vai cobrar, a quem não buscar a paz ou quem fomentar as tensões e os conflitos, por todos os dias, os meses, os anos de guerra que atingiram os povos”, afirmou em seu discurso.   

O Pontífice ainda lembrou que “as dores das guerras” estão ainda mais graves atualmente por conta da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) e “da impossibilidade, em muitos países, de conseguir tratamentos necessários”.   

Em outro ponto da sua fala, o líder católico acrescentou que, para conseguir a paz, é também preciso cultivar o diálogo “moderando a linguagem da política e da propaganda” e destacando que a “fraternidade, que nasce da consciência de sermos uma humanidade única, deve penetrar na vida dos povos, nas comunidades, entre os governantes, no consenso internacional”.   

“Assim, aumentará a consciência de que só se salva se estivermos juntos, encontrando-se, negociando, parando de combater-se, reconciliando-se, moderando a linguagem da política e da propaganda, desenvolvendo caminhos concretos pela paz. Estamos juntos nessa noite, como pessoas de diversas religiões tradicionais, para passar uma mensagem de paz”, acrescentou.   

Segundo o Papa, ações como essa na Piazza del Campidoglio, mostram “claramente que as religiões não querem guerra, e também desmentem aqueles que sacralizam a violência”, sendo uma forma de pedir que todos rezem “pela reconciliação”.   

Falando especificamente dos assuntos religiosos, Jorge Mario Bergoglio lembrou que “passos frutíferos” vêm sendo dados nos últimos anos, especialmente, perante fatos “dolorosos, como os causados por conflitos, terrorismo ou radicalismo, às vezes, em nome de religiões”.   

“Os que acreditam entendem que a diversidade de religiões não justifica a indiferença ou a inimizade. Também a partir da fé religiosa se pode ser um artífice da paz e não espectadores inertes dos males da guerra e do ódio. As religiões estão a serviço da paz e da fraternidade”, pontuou ainda.   

O evento ecumênico foi organizado pela Comunidade Santo Egídio e tem o objetivo de mostrar que “ninguém se salva sozinho”. Além de líderes religiosos, a celebração contou com a presença de diversos expoentes da política da Itália, como o presidente do país, Sergio Mattarella, os ministros das Relações Exteriores, Luigi Di Maio, e do Interior, Luciana Lamorghese, a prefeita de Roma, Virginia Raggi, e o governador da região de Lazio, Nicola Zingaretti.   

Ao fim do encontro, todos firmaram um documento chamado de “Apelo para a Paz”. (ANSA).   

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