O papa Leão XIV declara nesta quinta-feira, 10 de setembro, que a humanidade atravessa uma era de rápidas transformações, com um cenário mundial “complexo” e “inquietante”. A afirmação foi feita no Vaticano, durante audiência com participantes de um curso de formação para novos bispos. O pontífice destacou os avanços tecnológicos e a inteligência artificial, mas ressaltou sua incapacidade de resolver os problemas mais profundos da humanidade, como o pecado.
- O Papa Leão XIV descreve o mundo atual como “complexo” e “inquietante”, ressaltando as rápidas transformações e os avanços tecnológicos.
- Ele adverte que, apesar das novas possibilidades abertas pela tecnologia e inteligência artificial, elas não são capazes de eliminar o pecado e suas consequências.
- O pontífice enfatiza a missão da Igreja em levar esperança e acolhimento a todos, indo além das comunidades católicas.
Segundo o pontífice, embora os avanços tecnológicos e a inteligência artificial tenham ampliado as possibilidades da sociedade, eles não são capazes de eliminar o pecado e suas consequências mais graves. “Vivemos em uma era de rápidas mudanças. Os avanços nas tecnologias de comunicação e na inteligência artificial abriram possibilidades que, até poucos anos atrás, nem sequer podíamos imaginar”, afirmou o Papa.
Para Leão XIV, no entanto, o progresso tecnológico não resolve os problemas mais profundos enfrentados pela humanidade. “Eles certamente não podem libertar a humanidade do pecado e de suas consequências; as crises que ela enfrenta atualmente demonstram isso tragicamente”, acrescentou o líder católico.
Qual o papel da Igreja na era digital?
Em um contexto similar, Robert Prevost também relacionou o atual momento histórico à celebração do Jubileu da Esperança, realizado no ano passado. Ele rejeitou a ideia de que a iniciativa tenha representado uma tentativa da Igreja de se afastar dos problemas do mundo. “Em um cenário tão complexo e, em certos aspectos, inquietante como o atual, a Igreja celebrou o Jubileu da Esperança no ano passado. Será que isso aconteceu porque ela vive alheia ao mundo? Pelo contrário”, disse Prevost.
De acordo com o religioso, a missão da Igreja é justamente levar uma mensagem de esperança diante das dificuldades contemporâneas. “Cristo — que morreu e ressuscitou — a envia para proclamar o Evangelho da salvação a todos”, enfatizou.
Abertura pastoral e inclusão
Ao se dirigir aos novos bispos, o Papa também destacou a necessidade de uma atuação pastoral que ultrapasse os limites das comunidades católicas. Leão XIV pediu que os líderes religiosos mantenham “um coração aberto a todos”.
Para o pontífice, essa abertura deve incluir não apenas os fiéis que frequentam as paróquias, mas também cristãos de outras denominações, seguidores de outras religiões, “pessoas que não professam nenhuma fé e a todos os homens e mulheres de boa vontade”.
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