Papa Leão XIV pede intensificação de esforços pela paz na Ucrânia

CIDADE DO VATICANO, 25 JAN (ANSA) – Em meio às negociações em Abu Dhabi que buscam encerrar a guerra na Ucrânia, o papa Leão XIV pediu neste domingo (25) que os envolvidos intensifiquem os esforços para pôr fim às hostilidades no leste europeu.   

O pontífice americano recordou que o território ucraniano foi amplamente atingido por ataques contínuos de drones nos últimos dias. Além disso, Robert Francis Prevost lamentou que as ofensivas tenham deixado a população local exposta ao frio extremo em Kiev.   

“A continuação das hostilidades, com consequências cada vez mais graves para os civis, aprofunda a divisão entre os povos e afasta uma paz justa e duradoura. Convido todos a intensificarem ainda mais seus esforços para pôr fim a esta guerra. Acompanho com tristeza o que está acontecendo e estou próximo, rezando por aqueles que sofrem”, disse o religioso durante a oração do Angelus.   

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, informou que a Rússia está concentrando seus ataques no setor energético, em infraestruturas críticas e em edifícios residenciais. O líder ucraniano acrescentou que Moscou utilizou mais de 1,7 mil drones em suas recentes ofensivas.   

“Qualquer ataque massivo da Rússia pode ser devastador. É por isso que mísseis são necessários diariamente para os sistemas de defesa aérea, e continuamos a trabalhar com os Estados Unidos e a Europa para garantir maior proteção do espaço aéreo”, declarou Zelensky.   

Já o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o governo russo está preocupado com a elevada quantidade de conflitos armados espalhados pelo mundo e fez críticas diretas à União Europeia. Ele declarou que “jamais discutirá” com a ministra das Relações Exteriores do bloco, Kaja Kallas, e avaliou que a liderança da UE é composta por “funcionários incompetentes, incapazes de olhar para o futuro”.   

“Infelizmente, isso representa uma degradação dos políticos atualmente no poder. Todo o sistema de relações internacionais está sofrendo. Sim, eles são incompetentes”, concluiu. (ANSA).