Papa reforça que aborto e eutanásia são ‘inaceitáveis’ durante encontro na França

Pontífice defende a inviolabilidade da pessoa humana e alerta para os perigos da "morte programada" em encontro na França

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O papa Leão XIV reforça neste domingo (27) a posição da Igreja Católica contra a interrupção voluntária da vida, abrangendo casos de aborto, eutanásia e suicídio assistido. Em um encontro com profissionais de saúde e pacientes no hospital Accueil Notre-Dame, em Lourdes, na França, o pontífice enfatizou a “dignidade inalienável da pessoa humana” e a necessidade de rejeitar a “tentação de tirar uma vida, sob o pretexto de uma falsa compaixão”.

“É impossível considerar normal tirar uma vida. O que é legal não é necessariamente moral”, acrescentou o Papa Leão XIV, sublinhando a impossibilidade de justificar tais atos, mesmo que legalmente permitidos.

O líder católico foi categórico ao afirmar que “ninguém tem o direito, jamais, de decidir o destino de um embrião específico ou de uma pessoa idosa específica com base em algoritmos de laboratório”. Ele alertou para que a medicina “jamais pode se tornar serva da morte programada”, destacando o papel ético da ciência e da prática médica.

Por que a Igreja defende a dignidade humana?

Referindo-se a Lourdes como “a cidade dos doentes e da esperança”, Leão XIV exortou os profissionais de saúde a “cuidar de uma pessoa que sofre, e não eliminá-la”. A mensagem reforça a base doutrinária da Igreja, que vê a vida como um dom sagrado, desde a concepção até o fim natural.

Robert Prevost, presente no evento, convidou os profissionais e pesquisadores “a desenvolver incansavelmente as estruturas de cuidados paliativos e de investigação; a acompanhar com ternura os doentes, como acontece aqui em Lourdes, onde [os profissionais de saúde] continuam a exercer sua vocação a serviço da dignidade da pessoa humana, para que o mundo tenha vida”.

Dirigindo-se aos doentes, o pontífice expressou compreensão por seu sofrimento “devido a certas patologias e, muitas vezes, diante de dores terríveis”, reconhecendo que “o horizonte pode parecer incerto, sem saída”.

No entanto, Leão XIV concluiu sua fala com uma mensagem de esperança e reafirmação: “Mas nenhuma lei humana deve fazer vocês perderem a certeza de sua dignidade. A pessoa humana é digna pelo simples fato de existir e de ter a eternidade como seu objetivo último”. Ele finalizou de forma assertiva: “A dignidade de vocês não se mede e não está sujeita a debate”.

Da IstoÉ com ANSA.