PALERMO, 11 SET (ANSA) – O papa Francisco realizará no próximo sábado (15) uma visita à Sicília, no sul da Itália, que deve reunir 80 mil fiéis de todo o país. O evento é organizado pelo escritório de Imigrantes da Arquidiocese de Palermo, a capital da região.
De acordo com o Vaticano, estão previstas as presenças de 40 bispos, 700 sacerdotes, 250 cantores, 200 seminaristas, 4,5 mil jovens e 350 jornalistas credenciados para acompanhar a missa celebrada pelo Santo Padre na praça Politeama, em Palermo. Os dados foram apresentados nesta terça-feira (11) pelo arcebispo Corrado Lorefice, que concedeu entrevista coletiva após uma audiência com Francisco, na Cidade do Vaticano.
Também está prevista para a missa papal a apresentação de um coral de 250 vozes conduzido pelo maestro Mauro Visconti, da Capela da Igreja Catedral, em Palermo. No dia anterior à chagada de Jorge Bergoglio, cerca de 60 jovens estão preparando uma performance que expressará que “é possível ser um ‘arco-íris de povos’, em um contexto social nacional marcado por contradições”. A coreografia será executada ao som da música “Oh happy day” por jovens de 12 nacionalidades como “sinal concreto da esperança de poder construir uma sociedade plural, um mundo colorido”.
O palco montado para receber Francisco terá um crucifixo de 4,6 metros de altura e 4,5 toneladas, confeccionado com madeira retirada de barcos de imigrantes, que simboliza a importância da questão migratória para a Igreja. A obre é do artista Elia Li Gioi e será doada à Missão de Esperança e Caridade Biagio Conte, que oferecerá a Francisco um almoço com pessoas de baixa renda, detentos e menores infratores da região.
No altar da missa de sábado, também será exibida a estátua de Nossa Senhora das Dores, que será deslocada da igreja dos Santíssimos 40 Mártires, em Giulia. No local, também haverá um frontal de veludo trabalhado do século XVII emprestado pelo tesouro da catedral local. (ANSA)