Mundo

Papa Francisco defende educação de qualidade para mulheres


VATICANO, 18 OUT (ANSA) – O papa Francisco defendeu nesta segunda-feira (18) que todas as mulheres em todo o mundo tenham “acesso a uma instrução de qualidade”, de modo que possam “desenvolver o próprio potencial e os próprios talentos”, para garantir o progresso “de sociedades coesas”.   

A mensagem do Pontífice foi enviada pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, às participantes do Fórum das Mulheres no âmbito do G20, que acontece na Itália.   

“O nosso mundo precisa da parceria das mulheres, de sua liderança e de suas capacidades, assim como de sua intuição e dedicação”, diz o texto endereçado a Chiara Corazza, representante especial do G7 e G20 no evento.   

Segundo o líder da Igreja Católica, “todas as meninas e jovens, em todos os países, precisam ter acesso a uma educação de qualidade para que cada uma delas possa prosperar, expandir seu próprio potencial, o próprio talento e dedicar-se ao desenvolvimento e ao progresso de uma sociedade coesa”.   

O Fórum das Mulheres tem como finalidade a identificação de prioridades e diretrizes para uma retomada econômica e social pós-Covid, que seja inclusiva e tenha as mulheres no centro.   

No vídeo, Francisco lembra que atualmente há necessidade das mulheres participarem, ou melhor, serem protagonistas da retomada, tendo em vista que elas foram as mais afetadas pela pandemia de Covid-19, que abalou a humanidade e deixou consequências desastrosas.   

“A mulher participará sempre mais da solução dos graves problemas do futuro e obrigará a redesenhar os sistemas de modo a favorecer os processos de humanização que marcam a civilização do amor”, diz um trecho que faz menção ao que escreveu São João Paulo II em 1995.   

Francisco insiste com frequência na “contribuição insubstituível das mulheres para a construção de um mundo que possa ser casa para todos”, reconhecendo sua capacidade de promover aquele sentido de “altruísmo”, necessário “nos esforços para o cuidado da nossa casa comum e na luta contra as lógicas desagregantes” do lucro imediato.   

De acordo com Parolin, “a solidariedade e a reciprocidade entre mulheres e homens é vital para a sociedade”.   

“Com suas respectivas especificidades, todos são chamados a abraçar sua vocação comum a ser construtores ativos da sociedade. Isso requer uma mudança de paradigma da vida social, guiado por um renovado sentido de humanidade e pela profunda dignidade que caracteriza toda pessoa humana”, finaliza o religioso. (ANSA)


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