Papa defende direito à educação e denuncia ‘catástrofe’ no setor

VATICANO, 3 JAN (ANSA) – O papa Francisco defendeu o “direito à educação” e denunciou a atual “catástrofe educativa” no mundo, onde “cerca de 250 milhões de crianças não têm instrução”, por causa das guerras, da crise migratória e da pobreza.   

O alerta foi feito no primeiro “Vídeo do Papa” de 2025, divulgado na última quinta-feira (2), através da Rede Mundial de Oração do Papa, com a intenção de oração para o mês, cujo tema é “pelo direito à educação”.   

“Rezemos para que os migrantes, os refugiados e as pessoas afetadas pela guerra vejam sempre respeitado o seu direito à educação, necessária para construir um mundo mais humano”, apelou o Pontífice.   

Francisco alerta ainda que atualmente se vive uma “catástrofe educativa”, o que “não é exagero”, porque “cerca de 250 milhões de crianças não têm instrução”, por causa “das guerras, das migrações e da pobreza”.   

Na gravação, o argentino destaca que “todas as crianças e jovens têm o direito de frequentar a escola, independentemente da sua situação migratória”.   

Para ele, “a educação é uma esperança para todos: pode salvar os migrantes e refugiados da discriminação, das redes criminosas e da exploração”.   

“[Há] Muitos menores explorados e isso pode ajudá-los a integrar-se nas comunidades que os acolhem”, acrescenta.   

Além disso, Jorge Bergoglio volta a afirmar que “a educação abre as portas para um futuro melhor” e assim “os migrantes e refugiados podem contribuir para a sociedade, tanto no seu novo país como no seu país de origem, se decidirem regressar”.   

“Nunca esqueçamos que quem acolhe o estrangeiro acolhe Jesus Cristo”, concluiu. (ANSA).