CIDADE DO VATICANO, 1 FEV (ANSA) – O papa Francisco confirmou nesta segunda-feira (1º) que tem a intenção de visitar o Iraque no início de março, a menos que haja uma nova onda da pandemia do coronavírus Sars-CoV-2.
Segundo o Pontífice, apesar dos protocolos sanitários contra a Covid-19, incluindo a necessidade do distanciamento social, significarem que a maioria dos iraquianos só verá os eventos religiosos pela televisão, “eles saberão que o Papa está lá em seu país”.
“Eu sou o pastor das pessoas que sofrem”, disse Jorge Bergoglio durante conversa na residência Santa Marta com o “Catholic News Service”, da Conferência Episcopal dos Estados Unidos.
Na ocasião, o Santo Padre afirmou que, se for necessário, considera a possibilidade de fazer a viagem em um voo comercial.
A data prevista é entre 5 e 8 de março.
Para Francisco, ir até o país é necessário porque não quer decepcionar a população pela segunda vez. Em 2000, o então papa João Paulo II planejava uma visita ao território iraquiano, em particular para Ur, cidade natal de Abraão – reconhecido como o patriarca da fé em um só Deus por judeus, cristãos e muçulmanos.
Mas as tensões na região tornaram o deslocamento impossível e o religioso “chorou” por não poder ir, explicou o argentino.
Durante os dias que passará no Oriente Médio, o Papa terá um encontro com o grande aiatolá Ali al-Sistani, a mais alta autoridade xiita do Iraque.
Em uma entrevista transmitida pelo canal de televisão católica francesa KTO, o Secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, afirmou que o Papa sente “a necessidade de ir e dar coragem a esses cristãos, de convidá-los a continuar a dar seu testemunho apesar das dificuldades”, além de “encorajar uma reforma política e a estabilidade no país”. (ANSA)